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domingo, 13 de maio de 2012

Dupla conquista de piloto Venezuelano na Formula 1

Pastor Maldonado, piloto venezuelano ao serviço da Williams conquistou o “podium” naquele que foi um duplo feito histórico na Formula 1.
É de facto um duplo feito histórico este que hoje se consumou… hoje na Formula 1 e no âmbito de uma prova a contar para o campeonato da modalidade, realizada em Espanha. E porquê esta dupla conquista ???
Simples, já que se trata da primeira vez que temos um Venezuelano, a competir na Formula 1, o topo da competição automóvel mundial, para mais numa “escuderia” britânica – a Williams.

E história faz-se porque Pastor Maldonado, repita-se piloto Venezuelano consegue uma vitória para a equipe britânica pondo fim a um jejum de oito anos sem  vitórias da escuderia britânica. O último triunfo da  Wiliamns aconteceu no já distante ano de 2004, com outro piloto sul-americano, o colombiano Juan Pablo Montoya.
Pastor Maldonado é de facto o primeiro piloto venezuelano a conseguir uma vitória na Fórmula 1 o que empolgou os seus conterrâneos e dirigentes Venezuelanos, após o feito…e como corolário já da boa carreira que o Venezuelano tem vindo a fazer.

Dizer ainda que esta subida ao pódio de Maldonado acabou sendo «o melhor presente de aniversário que jamais poderia ter recebido» disse de Frank Williams, fundador e dirigente da Williams no dia em que completa 70 anos de idade,

Com a vitória, Pastor Maldonado chega aos 29 pontos e assume a nona colocação no Mundial. Já Alosno, segundo colocado na corrida de hoje (13 de Maio), segue atrás de Sebastian Vettel  líder do campeonato.
A próxima etapa da temporada será no GP de Mónaco, entre os dias 24 e 27 de Maio no que será a sexta corrida, do calendário da Fórmula 1.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Homenagem ao Zeca Afonso


Para min o Zeca é o máximo expoñente da Música Popular Portuguesa, un músico extraordinario e autodidacta cunha rara sensilibilidade para a poesía e para transmitir o sentir musical de todo un pobo. Coñecía ben o Fado de Coimbra, a música tradicional do seu país, da que bebeu en numerosas ocasións e da música africana, moi presente na súa discografía. Toda ela é un tesouro que se vai recuperar agora nunha nova edición que saeu coincidindo co 25 aniversario da súa morte. Morte…Non me gusta esta palabra cando falo do Zeca porque para min e para moit@s está máis vivo e de actualidade que nunca. As súas palabras e as súas cancións, como todas as grandes obras de arte, non pasan de moda. Nin siquera o repertorio máis comprometido é circunstancial. Hoxe podemos interpretar Grândola cun nó na gorxa ou Utopia ou calquera outra que ainda hoxe soa nas manis da ‘geração á rasca’.
Foi tamén un activista na relación coa nosa Galiza que para él era unha especie de patria espiritual.
El foi e segue a ser Un exemplo de cómo combinar as raíces e unha linguaxe propia. O compromiso e a beleza, o lirismo e a realidade. Poucos autores no mundo conseguiron dun xeito tan rotundo e natural esa conxunción irrepetíbel. A emoción e a precisión musical e esa voz fermosa e trémula que o seu sobriño João Afonso herdou. A súa sabiduría vital nunca me deixou indiferente, despois de anos e anos de escoitar e coñecer cada melodía, cada acorde, cada nota. E unha vocación de universisalidade da que procuro alimentarme, sempre. Nunca poderei agradecerlle bastante todo o que aprendín e sigo aprendendo. Cando interpreto ‘Verdes são os campos’ ou ‘Menino do Bairro Negro’, ou calquera do outra, sinto que estou en comunión con él.
De non nacer nun país pequeno como Portugal, o que lle resta visibilidade pública a nivel mundial, sería equiparable a Leonard Cohen, Bob Dylan, Brassens…Ainda así, creo que cos anos vaise recoñendo a súa figura en todo o mundo. Non en van é o compositor portugués máis divulgado de todos os tempos. É referencial e moi respectado entre a comunidade musical e literaria mais non é suficiente, tendo en conta que é o mellor escritor de cançións en portugués. Moi simples na súa forma, e moi ricas no seu contido, o retrato social dun país, un narrador de historias fantástico. VIVA O ZECA AFONSO!!!
Uxia Senlle

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Mulheres -Palhaço da América latina em Lisboa

A Casa da América Latina e o Chapitô apresentam o 5º Ciclo das Mulheres Palhaço. Este ano o ciclo apresenta duas mulheres palhaço da América Latina (e uma norte-americana), que vêm desenvolvendo um intenso trabalho na área do circo social. Para o Chapitô - que tem uma longa tradição na difusão e formação de público para o circo, na preservação da memória das artes circenses e na formação de artistas - é muito gratificante poder apresentar e partilhar com estas artistas a sua experiência.

Ao longo de 3 fins-de-semana de maio, sempre de sexta a domingo, estarão em cena os espetáculos das artistas. No final de cada espetáculo haverá um momento de conversa para o qual serão convidados vários agentes culturais, permitindo o diálogo entre as artes do circo e as outras artes performativas. Na esplanada haverá animação oriunda dos países de origem das artistas.

Mulheres palhaço: Romina Mónaco (Buenos Aires, Argentina), Deborah Kaufmann (Nova Iorque, América do Norte) e Fiorella Kollman (Perú)

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Longa-metragem chilena vence IndieLisboa

Uma realizadora chilena acaba de conquistar o IndieLisboa  no capítulo das longas metragens, o que não deixa de ser curioso pelo facto de ser uma estreia de Dominga Sotomayor, uma jovem de 26 anos que se lançou na realização de longas metragens. 
“De Jueves a Domingo”  é uma película que acompanha um casal prestes a separar-se e os seus dois filhos numa viagem de Santiago até ao Norte do Chile, para visitar terras deixadas por um familiar. À medida que os quilómetros avançam, os problemas do casal vêm à tona e, no banco de trás, a filha começa a aperceber-se de que esta pode ser a última viagem em família.
Este retrato de um matrimónio à beira do fim , visto e sentido por duas crianças enquanto viajam no banco de trás de um carro, com os pais, " contraditoriamente" em busca do Norte (chileno) num fim de semana de Verão já tinha saído vencedor no Festival de Roterdão, ao  lhe ser atribuido o "Prémio Tiger" um feito dada a importância e peso deste certame no panorama cinéfilo internacional.
Dominga Sotomayor começa por revelar ter  descoberto a actriz principal de “De Jueves a Domingo”, numa piscina. “Encontrei-a a brincar com a minha irmã mais nova. Foi tudo muito intuitivo. Encontrei-a um ano antes da rodagem e fiquei com a ideia que tinha de ser ela.” adianta ao site c7nema.net.  Descobrir o rapaz que faz de seu irmão no filme também foi semelhante. “A minha mãe, que é actriz no Chile, ajudou-me com o casting. Procurámo-lo dentro do bairro, porque queríamos alguém sem qualquer experiência.” diz Dominga Sotomayor. Depois, bom depois foi juntar uma equipa dentro de um apertado carro para filmar aquele que é considerado o primeiro "road movie" chileno com êxito reconhecido. 
A realizadora Dominga Sotomayor que só tinha experiência com curtas-metragens, quase todas decorrentes das "provas práticas" para a universidade, está   já  a escrever outro filme no mesmo género, e cujo titulo será   “Tarde Para Morrer Jovem”, confessa que o mais difícil foi filmar dentro do carro. “Por vezes tínhamos de voltar atrás e demorávamos muito. Não havia ar condicionado, o carro era  velho... apertado para tantas coisas que tivemos de fazer e repetir ...numa adaptação às condicionantes que uma obra destas sempre tem ... mas que haveria de sair muito bem à jovem realizadora chilena como provam a atribuição deste dois prémios.


sexta-feira, 4 de maio de 2012

Artistas latinos em disco "homenagem" à Salsa cubana

Vem aí um novo disco do “Septeto Santiaguero” de Cuba e nele contam-se participações de cantautores de diferentes países latinos.

Os “salseros” Rubén Blades - natural do Panamá, o Portoriquenho - "Cheo Feliciano" e "José Alberto" conhecido como  'El Canario', originário da Republica Dominicana, juntam-se naquele que será o oitavo disco do “Septeto” cubano onde colaboram ainda o musico e compositor  também portoriquenho "Edwin Colón" e o trompetista norteamericano "Jimmy Bosh".
O álbum intitulado "Vamos a' la fiesta" que inclui a antológica «Lágrimas Negras» de Miguel Matamoros, assume-se como forma de agradecimento aos históricos cultivadores da salsa, género musical que muito tem contribuído para a preservação de outros tipos de música como el son y el bolero, referências –mor da cultura cubana.
O CD que aí vem, será produzido em Espanha, na mesma editora que foi responsável pelo álbum anterior - «Oye mi son Santiaguero» o vencedor do prémio Cubadisco-2011 e um dos nomeados aos “Grammys Latinos” do ano passado.  

terça-feira, 1 de maio de 2012

Wirikuta, afinal que importância tem esta região ?


A luta de povos indígenas para preservar a sua identidade e os seus territórios contra a expansão de actividades extractivas acontece um pouco por toda a América Latina (mas não só, um pouco mundo fora, num ignorar a história e as vivências próprias de cada povo). No México, a norte do país é o caso dos huicholes — ou wixáritari, como se referem a si mesmos, este povo de WIRIKUTA.
Uma companhia mineira do Canadá -  a First Majestic Silver está prestes a dar início à extração de prata e zinco na região de Wirikuta. O sinal verde do Governo Mexicano é o que falta para se dar o inicio dos trabalhos, pois concessionada está já esta e inúmeras outras na região. De acordo com o plano da empresa tudo começará com o fazer explodir do “Cerro Quemado”, a montanha mais sagrada dos huicholes e o principal destino de suas peregrinações religiosas. “Ali, de acordo com a tradição, o sol apareceu pela primeira vez e espalhou a vida pela terra”. Mas afinal porque surge a luta ou movimento dos povos indígenas, a que se aliaram ambientalistas, antropólogos, sociólogos, os mexicanos de um modo geral mas também defensores da história e da cultura, independentemente de serem mexicanos ou de outros países latinos que o movimento contra este “atentado” expandiu-se ao planeta…
A razão é simples e perceptível … pois em 2000, Wirikuta  foi reconhecida pelo governo mexicano como «área de protecção natural e lugar sagrado». Será assim tão importante esta declaração..!!! Evidentemente que sim apesar de ter vindo na sequência  da declaração feita pela UNESCO no mesmo sentido. Em 2008, foi reconhecido “o templo natural dos huicholes como uma das 14 regiões sagradas da humanidade, necessitadas de protecção” de acordo com o documento da Unesco.
 Um movimento denominado “ Emergência MX” tem vindo a chamar a atenção para a importância da região, levando até ao Presidente da República a ideia de que o Governo Mexicano não pode, de um dia para outro mudar de posição e esquecer os compromissos com as populações locais e com a UNESCO e que quer os locais quer os Mexicanos de um modo geral não estão dispostos a aceitar a destruição desta “área de culto e peregrinação, deste modo protegida e  sagrada” que passou a ser, reconhecidamente do México mas também do Mundo.

A revista This Magazine (em inglês) num dos seus últimos números reconhece que  «os huicholes são famosos no México por serem um dos grupos indígenas do país que mais resistiram ao catolicismo, imposto pelos colonizadores espanhóis. O próprio presidente do México - Felipe Calderón, que agora ameaça permitir que a First Majestic Silver comece a explorar Wirikuta, chegou a elogiar a luta dos “huicholes” por defenderem “esses lugares sagrados e maravilhosos”. Contradição ou não certo é que Calderón vestiu mesmo as roupas tradicionais dos “huicholes”  prometendo até que  “jamais permitiria a destruição de Cerro Quemado”. Diria, bem a propósito – palavras para quê ?!  A importância de Wirikuta está patente.