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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Hasta siempre "Génio da Guitarra"

Mi nombre es Francisco Sánchez Gómez, aliás "Paco de Lucía", y soy guitarrista... Assim mesmo se apresentou Paco de Lucía, esse génio da musica do mundo, nascido em Algeciras. 
Paco era o mais novo de cinco irmãos, filhos do também guitarrista de flamenco Antonio Sanchéz, com quem primeiro aprendeu a tocar guitarra.
Os seus irmãos Pepe de Lucía (cantor) e Ramón de Algeciras (guitarrista), são também músicos de Flamenco tal como Paco que correu mundo tocando flamenco de modo exímio sendo considerado um verdadeiro génio da guitarra, que cedo aprendeu, por circunstâncias da vida e influência do pai..

«PACO de Lucía» si por minha mãe, sendo de Lucía para me diferençar de muitos outros niños, que brincavam por ali nas ruas ...Eram todos “Pacos” e daí surgiu esta designação que permanceu também na carreira artística ...

Em Algeciras e de uma forma geral na maior parte da Andaluzia, é costume os rapazes adoptarem o nome da mãe por forma a serem corretamente identificados como por exemplo "Paco de (la) Carmen," ou "Paco de (la) María," e deste modo, o seu nome artístico foi adotado em honra de sua mãe Lucía,  de origem portuguesa nascida em Castro Marim no Algarve, (onde acrescente-se Paco viria apresentar um album com o nome da terra de nascimento da mãe e, em sua homegagem.

«En las “calles” se aprende mucho, los niños nos ensiñam siempre muchas cosas … » aos mais novos e aos adultos...diria a propósito dos seus tempos de menino e das brincadeiras na rua.

PACO começa a tocar para sobrevbiver... recordando : «Foi um momento triste quando os meus pais me disseram que tinha de sair da escola, porque não havia dinheiro. Triste mas  também como que um benção, esse passar tantas horas a aprender e tocar guitarra» sendo aí aliás o inicio de uma grande carreira de Paco de Lucía. 

Da carreira para a influência do pai...  
«Meu pai ganhava a vida com o Flamenco, a tocar em diversos locais e mais tarde o pátio lá de casa, grande, passou a ser fim de festa com o flamenco senpre por companhia. Salienta que "quase todas as manhãs, tinha festas em casa, no tal pátio onde amantes da guitarra, do flamenco e dos copos bebidos noite dentro e claro a guitarra tocada por esse grande nome António Sanchéz...
Aí se concentravam amigos, conhecidos e amantes do flamenco, da guittarra española e isso viria a ser uma marca e um elemento fundamental para a minha carreira..»confirma o musico espanhol.

Com 12 anos PACO grava o 1º Single na sequência de um concurso de flamenco ganho com seu irmão PePe e Madrid surge no caminho, seis anos mais tarde (1964) com a gravação do primieiro disco a “Solo” de Paco, constituindo um ponto de partida na vida artistica do grande ««génio da guitarra»».
Entre 1968 e 1977 Paco de Lucía colabora com Camarón de La Isla, conhecido músico do novo flamenco e juntos gravam qualqquer coisa como nove álbuns.
É em 1981 editado o álbum "Castro Marín" em memória da terra, onde viu a sua mãe nascer. Dez anos mais tarde (1991) gravou o Concierto de Aranjuez , de Joaquin Rodrigo com a Orquestra de Cadaques. O autor, presente nas gravações, terá dito que nunca ninguém tinha tocado a sua peça com tanta paixão e intensidade como Paco de Lucía.
Bem a propósito da sua forma de tocar … Paco confirma «Não fui cantor por timidez . Eu quis, queria, cantar mas tinha vergonha... Sabem como é, num pequeno povoado onde toda a gente se conhecia e a timidez de um niño … Escondi-me então atrás da guittarra. Mas tocar é como se cantara... Tocar é transmitir o que sentimos dedilhando...nas cordas da guitarra» explicou Paco.

«O Mar sempre foi muito importante para mim... Por vezes sinto-me como que fechado numa grande cidade...Tenho de procurar o mar, tê-lo e contemplá-lo na minha frente...»

Olhemos o Mar e escutemos a música de Paco de Lucía...

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

"Tio Símon" a expressão genuína da música venezolana

 Partiu o Tio Símon para a mais longa "gira" ...Hasta siempre "mestre"!  como era conhecido Simón Narciso Díaz Márquez, cantante e compositor venezuelano e também empresário.



Nascido em Guarico, na Venezuela a 8 de agosto de 1928 Símon Díaz, foi um dos oito filhos resultantes do casamento de Juan Díaz e de María Márquez de Díaz , que desde cedo começaria tão ligado à música como ao trabalho no campo, mas absorvendo a musica e as tradições do seu país e povo, passando-as a quadras improvisadas e temasque escutava dos artistas deste povoado de ganadeiros e ganaderias.
Influenciado pelo pai aprendeu a musica e tocar isntrumentos e aos 17 anos de idade tocava já com a Orquesta Siboney em San Juan de Los Morros vindo depois a cantar boleros mas improvisando o que trouxe aplausos do público. Em Caracas a partir de 1949 Símon Díaz trabalha e estuda à noite durante seis anos na Escuela Superior de Música. O folclore venezuelano acaba sendo a sua companhia regular e a dos espectadores do "Constesta por Tio Símon" na televisão venezuelana, durante nada menos que 11 anos, popularizando este ícone da musica e do folclore deste pais da america latina.

O seu classico "Caballo Viejo" foi uma das 70 produções musicais em 50 anos de carreira de Símon Díaz, completados em 1998. Um record incontornável na história da música venezuelana e de expressão hispânica. São inumeras as versões deste seu popular tema, várias as linguas e arranjos que sofreu e êxitos que granjeou um puco por todo o mundo. Gipsy King (França) Julio Iglésias, Maria Dolores Pradua e Placido Domingo (Espanha) Celia Cruz e Roberto Torres (Cuba) Ray Connif e Roy Cooder (EUA) Los Mariachis Vargas e Aramando Manzanero (Mexico) ou ainda Gilberto Santo Rosa (Puerto Rico) fizeram andar este Caballo Viejo, milhares e milhares de quilómetros, chegando sempre com sucesso ao público.

"Tio Símon" partilha o palco com Mercedes Soz, Atahulpa Yupanki  e Juan Manuel Serrat entre tantos outros garndes nomes da musica latina e pelo seu percurso de vida e de carreira acaba recebendo o "Grammy Honorário" das mãos da Academia Latina de Gravação, responsável pela atribuição dos muito famosos e concorridos "Latin Grammy". De obras e títulos Símon Diaz vê-se nomeado como Património Cultural da Humanidade pela Unesco ou não fosse  a mais genúina expressão do folclore e da Cultura popular venezuelana.

De êxitos, obras, titulos, temas e apresentações populares "Símon Díaz" deixa o palco da vida a 19 de fevereiro de 2014.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Divulgar a "Salsa" na origem da "Confraria dos Salseiros"

A música hoje chamada "Salsa "é uma mescla de ritmos afro-americanos, tais como o "son montuno", o "cha-cha-cha" e a "rumba" cubanas. As opiniões dividem-se entre América (um Bairro de Nova York) e Cuba como o "verdadeiro berço" destes sons, contagiantes de que os cubanos terão sido os maiores divulgadores e intérpretes, não sem antes e ao longos dos anos, sofrerem influências de outras musicas e sonoridades "made in"  República Dominicana, Puerto Rico, Colômbia, por exmplo, vindo a tornar "moda" que invade o mundo, conquista corações e incute nas pessoas, a sensação de liberdade e um enorme prazer  sempre que se dança "Salsa".
Histórias, origens e encontros à parte, certo é que Portugal também está nesta "onda", não só dançando, como vendo nascer a "Confraria dos Salseiros". Mais que uma estrutura com estatuto próprio e simbologia é de uma magna "familia" que se trata, e cujo ponto comum é o gosto pela dança, muito partiicularmente essa  variante latina que é a "Salsa".Cc02-14

Fomos em busca da história e razão de ser da "Confraria dos Salseiros", e da conversa com um dos seus mentores e dirigentes -Carlos Rodrigues, partilhamos um pouco do que é este ritmado "tempero" para mais mais de mil e um dias de vida, deste grupo.
Como surgiu a ideia da Confraria?
"Salsa" da origem às influências de outros ritmos e paises latinos
O gosto pela Salsa, a paixão pela dança, a partilha de umas tardes bem passadas, com muto ritmo e animação levaram um conjunto de amigos a criar um espirito de grupo e dar forma às performances ... Daí à escolha de um nome para estes "apaixonados" por uma vertente das danças latinas, foi um passo, natural. Havia as confrarias do vinho, confraria da chanfana, porque não a "Confraria dos Salseiros", questionaram-se...E se bem o pensaram melhor se sairam com a "Confraria dos Salseiros" que até ficava no ouvido...

Quem é ou pode ser membro da Confraria ?
Toda a gente, todos os que gostem de dançar, que queira entrar no ritmo da "salsa" pode ser membro da Confraria. Adquirir um "Kit" do qual faz parte uma T-Shirt com a simbologia do grupo, os "Estautos", porque as regras e o bom senso estão na moda bem como o interesse e desejo de participar nos eventos que a Confraria vai organizando, em diversos locais, regra geral uma vez a cada três meses, ão as condições base para entrar nesta “"familia"” Ah mas para além do Kit, da predisposição para integrar este magno grupo de amigos é fundamental ter bom ouvido, sentir os ritmos e viver o espírito do grupo.

Onde se encontram habitualmente os "Salseiros"? 
a Salsa é a "dança rainha" nas tardes desta singular  Confraria
Partilhamos o tempo dançando salsa mas tambem outros não menos contagiantes ritmos latinos. Mas não descuramos o convívio e conhecimento das pessoas que fazem parte desta "familia" que tem vindo a crescer , sendo essa igualmente, uma das razões de existência da "Confraria dos Salseiros". E se a parte social tem importância, não menos marcante são as actividades culturais que promovemos no âmbito das nossas festas e encontros, que tanto podem ter lugar em locais da margem sul do Tejo, como até em espaços públicos em Lisboa ou outros pontos do território. E na verdade Parque das Nações, Costa da Caparica ou Vila Franca, foram já cenario de "churrascadas", "pic-nics", "grelhadas", "sardinhadas", passeios, concertos musicais e tardes dançantes, onde a Salsa marca a diferença mas também os vários ritmos latinos a contagiar actuais e potenciais futuros "Salseiros".

Quem são hoje os habituais "Salseiros"?
Animação e o "Salseiro" são as imagem de marca desta "magna família"
Todos quantos gostem de dançar e tenham preferência pela Salsa independentemente da nacionalidade, da idade, da profissão...enfim "Salseiros". Habitualmemte participam nas iniciativas da Confraria muitas dezenas dos 160 que hoje em dia são membros desta estutura sem fins lucrativos, sem desprovida de obrigatoriedade de presenças, de qualquer quota. Por isso tanto podemos ter um convivio ou encontro com 30, 50 ou 100 "confrades". Esta é uma realidade plural que vai muito para lá da salsa, dos vários estilos de dança, bem ao geito das origens e desenvolvimento em cada um dos paises da America Latina, daí que o "cha cha, cha", a "bachata" por exemplo sejam ritmos partilhados e respectivas performances nos "Salseiros" que o são pelo gosto especial pela "Salsa" que acaba por ser a porta de entrada nos ritmos latinos e "marca" do grupo, é verdade, a atingir três anos de existência.
 
 Que "balanço" deste tempo, se é oportuno esse olhar para trás...
As bandas de musica  também podem  integrar os encontros de salseiros
Agora que ultrapasamos mais de 1.001 dias de "Confraria de Salseiros" dizer que este tem sido um espaço e uns momentos muito interessantes. Um espaço aberto, singular de convívio e conhecimento dos seus membros e uma fonte de conhecimento e divulgação não só da "Salsa" também dos demais ritmos latinos, em que sem dúvida a "dança rainha" é a Salsa e bom será dizê-lo da cultura e dos povos latinos. Aliás, muitos dos membros da "Confraria" dela fazem parte pelo gosto de dançar mas sobretudo, após esse despertar para os ritmos latinos, decorrente ou de ligações familiares, de amizade ou de viagens  realizadas a países da americalatina que os marcaram ou contagiaram positivamemente... 
 

Existem provas, concursos, encontros de "Salseiros" ?
As lições de dança são uma das facetas da  vida deste grupo
A competição não é a razão de ser e existir da Confraria, mas dependendo da paixão, do tempo, da entrega de cada um a estas coisas da dança bem ao ritmo latino, não só apreciamos como incentivamos a evolução de muitos dos salseiros que com suas performances podem, e isso tem acontecido aliás com alguns pares, enveredam por concursos e provas regionais, nacionais ou mesmo  internacionais, participações que são motivo das maiores atenções e satisfação. Essas provas quando existem são também motivo de encontro de muitos dos "Salseiros" e membros da Confraria, cujos convívios e encontros regra geral, acontecem quatro vezes ao ano, sendo a altura de aniversário uma das maiores referências deste grupo de amigos. E muitos são os locais onde se dança salsa que nos acabamos por encontra com maior ou menor regularidade consdante a vida de cada um...


Como chegamos até à "Confraria dos Salseiros" ?
Os "salseiros" têm uma pagina no Facebook sendo por aí, com a colaboração e gosto de muitos amigos, sejam ou não membros da "Confraria" que damos conhecimento das muitas e muitas  acções em que a "Salsa" é motivo principal de encontro, quer a nivel regional, nacional ou ainda internacional. Mas, dizer também que qualquer que seja a estrutura, organização iniciativa é sempre imprescindível ter em conta a vontade, o gosto, a disponibilidade, bem como "carolice" para por de pé um encontro, convivio, iniciativa lúdico/social que tanto pode ter 20, 30, 60 como 200 pessoas ...e quando tudo é preparado com devido tempo e o resultado final é positivo, surgiram novas amizades, a Salsa foi "rainha da festa" essa passa a ser motivação extra, novo alento para continuar este tipo de acções orgulhosamente com a "chancela" da ""Confraria dos Salseiros""...