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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Chapulines ou as tradições mexicanas em portugal

Nasceu, cresce e mostra-se a pouco e pouco no luso território uma formação folclórica com o México como pano de fundo. E com objectivos definidos vai fazendo o seu caminho. E depois de Lisboa, Palmela fica neste roteiro de divulgação do muito que o México tem para descobrirmos.
Falamos de  “Chapulines - Grupo Folclórico Mexicano  como se denomina esta formação que tem como objectivos difundir a música, os trajes, as danças regionais daquele país da América Latina.
E se existem aspectos curiosos neste grupo um deles é o seu surgimento relativamente recente em Lisboa, composto não apenas mexicanos, residentes na capital lusa, mas igualmente pessoas de outras nacionalidades que partilham das mesmas paixões pela música, a dança e as tradições culturais de um povo e país como o México.
 
Um segunda nota merecedora de destaque é o próprio nome dado ao grupo folclórico mexicano, sedeado no Centro InterculturaCidade, em Lisboa. Chapulines  ou seja  «El chapulín, en lengua náhuatl significa “insecto que brinca como pelota de hule” ou melhor dizendo trata-se de "un saltamontes"  muito representativo na cultura mexicana. Depois, bom é a sua génese muito na base das vontades e entrega ao projecto por parte dos seus elementos a começar por  Paulina Ceballos, profesora de danza com formação em Ballet folclórico e que foi buscar inspiração, força, técnica a " Los Rancheros", em Roma quem diria ! Aí se cruza com a sua mentora Susana Moraleda que, assina as coreografias que o Grupo Folclórico Mexicano em portugal apresenta !!!

Ah mas um grupo, como facilmente se depreende, é sinónimo de um conjunto de pessoas que partilha, um mesmo ideal ou objectivo e aí surgem os membros, como Gonzalo Guzmán, Armando Aguilar,
Karim Askar, Rasha Bahtiti, Katy Elias, Nancy Estrada, Carlota Garza, Rafael Mejía, Adriana Nuñez,
Silvia Ramalho e Iset Vera onde o mais importante não são as nacionalidades ou origens mas sim o passar com rigor, sonoridades, tradições desse tão próximo e tão distante México. Contraditório ?! Talvez mas é por esse desafio que vamos
ver dançar, cantar e encantar, Chapulines - Grupo Folclórico Mexicano, en portugal.

Êxitos ou melhor que "siga su camino el saltamontes ... lo deseamos.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Danças do México ao norte de portugal

A Companhia Nacional de Dança Folclórica do MEXICO sobe aos palcos em Portugal. É o Verão e o que este período do ano nos proporciona com festas, festivais e eventos do mais variado tipo um pouco por todo o luso território. Poderia até dizer-se que depois da descoberta de outros valores e países, parece ter chegado o momento ainda que ténue, lento e sem grandes euforias da "descoberta" dos valores e da cultura latinoamericana que está a acontecer por cá... nuns locais de forma mais evidente que noutros ....
 

Desta feita (e já não é novidade nem caso único) a região mais a norte, mais próxima até de "nuestros hermanos" e do que de mais comum existe entre vizinhos, é o Minho que tem o "privilégio" de ficar a conhecer e desfrutar das danças, sonoridades e performances desta emblemática referência da cultura mexicana que é a "Companhia Nacional de Dança Folclórica".
E explicamos por que assim é, bastando para tal esse exercício de recuar no tempo, qualquer coisa como quatro décadas e ao então "Ballet Folclórico do México". Decorria o ano de 1975 altura em que o grupo foi criado sob orientação da "Dirección General de Educación Tecnológica Industrial...ou se preferirem a Secretaria de Educação Publica, daquele pais latinoamericano.

A sua importância e representatividade a que se junta a qualidade performativa e identitária, leva a que essa "agrupacion" receba convites e siga com êxito, mundo fora, em "Gira" pelos mais diversos paises não só do continente americano mas também da Europa.
Desse périplo constam a França, Alemanha, Itália, Suiça bem como a Yoguslávia, a Hungria, o Panamá, as Honduras bem como a Colômbia, o Perú, Chile e ainda o Ecuador e claro está, todo o território mexicano. Um trabalho meritório baseado na continuidade e qualidade profissional que acaba sendo reconhecido em 1984 pelo Instituto Nacional de Bellas Artes y Literatura (Mexicano) que lhe outorgaria a designação que hoje ostenta de "Compañía Nacional de Danza Folklórica".

Espanha e norte de Portugal recebem em 2015 esta colorida e valorosa "agrupacion onde os trajes, as sonoridades, as performances coreográficas e numa palavra a cultura de um povo está reflectida e bem patente nos espectáculos que apresentam, nomeadamente em Barcelos e Ponte de Lima e no quadro de Festivais de Folclore de cariz internacional.
Pena é que passem mais ou menos despercebidas estas fugazes incursões por território luso...mas felizmente que acontecem para satisfação dos "(re) descobridores de outras culturas e povos -os latinos!

Companhia de Dança Folclórica (Mexicana) em
Barcelos e Ponte de Lima -Verão de 2015

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Na RAIZ dos seus povos e paises...

RAIZ -Este é o nome de um novissimo e badalado projecto, poderia dizer-se a três vozes (femininas) e outros tantos nomes da música da america latina ou cantada em espanhol se preferirem. E falado porque e já um sucesso por todo o lado, ao ponto de estar duplamente nomeado como "Album do Ano" e "Melhor Album de Música Folclórica", para os "Latin Grammy 2014" cuja gala, diga-se terá lugar como habitualmente em Las Vegas, lá quase para os finais de novembro.

RAIZ -É uma emotiva mosta da  "música de raíz" de três paises - México, España e Argentina, tanto mais que nos traz em pleno século XXI, todo o sabor e riqueza ancestral destes mesmos "recantos" do mundo.

Tudo terá começado anos atrás, com o cruzar de caminhos, raizes e músicas por parte deste grande e maravilhoso trio de cantantes, adimiradas e respeitadas em todo o mundo. As suas carreiras são bem o retrato das suas origens, das ligações ao folclore e aos respectivos povos e paises- México, Espanha e Argentina.
E na construção de  "Raíz" cada uma das três cantantes seleccionou um conjunto de temas com os quais o público sempre as identificou, partilhou mesmo interpretando em coro, ao longo de suas carreiras. e de forma consensual  se chegou a 16 canções que as apresentam ou representam, que as ligam à suas terras e que agora são temas comuns, sentidos por Lila, Niña e Sole e onde cada uma acrescenta a sua personalidade e sentimentos, a sua voz ...mas sem que se tenha perdido a origem dos temas. 

Chacareras, huapangos, rumbas, sevillanas y rancheras, são alguns dos géneros tradicionais que encontramos neste trabalho discográfico, cheio de vida com uma sonoridade rica em cores numa prposta unica que só estas três grandes artistas nos poderiam proporconar. 

Niña Pastori, Lila Downs e Soledad  um trio de grandes vozes latinas
Lila Downs, Ninã Pastori e Soledad três mulheres (belas) e únicas que representam este conjunto de povos  irmãos e que ao cantar nos trazem as cores, a paixão, as sonoridades do folclore de suas terras, ou seja, nos mostram as culturas indigenas, espanhola e mestiça... Pureza, verdade, alma, tradição, paixão são assim notas de Raíz feito com o coração e por este talentoso trio que não só representa os seus países de origem como a riqueza e diversidade musical e cultural de toda a america latina.

Uma merecida referência à produção de "Raíz  na qual  se envolveram respeitados nomes da música como  Aneiro Taño y Julio Jiménez "Chaboli", também Paul Cohen  que participa profundamente en vários arranjos, conseguindo armonías, melodías, estilos, acordes e elementos musicais tradicionais combinados con sonoridades actuais. Argentina, España e México, sobretudo o histórico  estudio Sony Music foram palco ou cenário de encontro das artistas e gravação destas maravilhosas e inconfundiveis vozes latinas.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

"Tio Símon" a expressão genuína da música venezolana

 Partiu o Tio Símon para a mais longa "gira" ...Hasta siempre "mestre"!  como era conhecido Simón Narciso Díaz Márquez, cantante e compositor venezuelano e também empresário.



Nascido em Guarico, na Venezuela a 8 de agosto de 1928 Símon Díaz, foi um dos oito filhos resultantes do casamento de Juan Díaz e de María Márquez de Díaz , que desde cedo começaria tão ligado à música como ao trabalho no campo, mas absorvendo a musica e as tradições do seu país e povo, passando-as a quadras improvisadas e temasque escutava dos artistas deste povoado de ganadeiros e ganaderias.
Influenciado pelo pai aprendeu a musica e tocar isntrumentos e aos 17 anos de idade tocava já com a Orquesta Siboney em San Juan de Los Morros vindo depois a cantar boleros mas improvisando o que trouxe aplausos do público. Em Caracas a partir de 1949 Símon Díaz trabalha e estuda à noite durante seis anos na Escuela Superior de Música. O folclore venezuelano acaba sendo a sua companhia regular e a dos espectadores do "Constesta por Tio Símon" na televisão venezuelana, durante nada menos que 11 anos, popularizando este ícone da musica e do folclore deste pais da america latina.

O seu classico "Caballo Viejo" foi uma das 70 produções musicais em 50 anos de carreira de Símon Díaz, completados em 1998. Um record incontornável na história da música venezuelana e de expressão hispânica. São inumeras as versões deste seu popular tema, várias as linguas e arranjos que sofreu e êxitos que granjeou um puco por todo o mundo. Gipsy King (França) Julio Iglésias, Maria Dolores Pradua e Placido Domingo (Espanha) Celia Cruz e Roberto Torres (Cuba) Ray Connif e Roy Cooder (EUA) Los Mariachis Vargas e Aramando Manzanero (Mexico) ou ainda Gilberto Santo Rosa (Puerto Rico) fizeram andar este Caballo Viejo, milhares e milhares de quilómetros, chegando sempre com sucesso ao público.

"Tio Símon" partilha o palco com Mercedes Soz, Atahulpa Yupanki  e Juan Manuel Serrat entre tantos outros garndes nomes da musica latina e pelo seu percurso de vida e de carreira acaba recebendo o "Grammy Honorário" das mãos da Academia Latina de Gravação, responsável pela atribuição dos muito famosos e concorridos "Latin Grammy". De obras e títulos Símon Diaz vê-se nomeado como Património Cultural da Humanidade pela Unesco ou não fosse  a mais genúina expressão do folclore e da Cultura popular venezuelana.

De êxitos, obras, titulos, temas e apresentações populares "Símon Díaz" deixa o palco da vida a 19 de fevereiro de 2014.