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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

"A Viagem do acordeon" referência del Cine colombiano

O sonho comanda a vida é uma velha expressão de uso comum entre nós latinos! E quem tem esperança, fé, capacidades, dotes ou competências e luta, sempre alcança, também é frequente ouvir-se e, não deixa de ser verdade !

"Sonho que comanda a vida ..."
E vem tudo a propósito de uma história feita de sonhos e realidades, de competências e luta por atingir objectivos, tendo por cenário a Colômbia e por "protagonistas" -o acordeon" , Manuel Vega e sua banda musical numa longa e colorida viagem .

Cartaz da mais recente obra do cinema colombiano
Bem se poderá dizer então que as raízes do músico, as tradições de um povo e de um país, as caracteristicas e sonoridades de um instrumento como o acordeon, o desejos e capacidades de "Manuel Vega" estão na origem da película de Rey Sagbini, realizada em 2013, mas que é já uma referência da nova cinematografia colombiana, representando mesmo o país no recém-realizado «1º Festival Internacional de Cinema de Caracas», na Venezuela, que colocaria em grande evidência filmes de toda a america latina. O êxito deste certame, vem comprovar não só a existência de dois lados indissociaveis da 7ª arte, ou seja a qualidade e diversidade de realizadores e obras nesta área do globo, como também de criticos e atentos consumidores desta forma importante de expressão - o cinema.



Do filme à assinatura vincadanente Colombiana
O acordeon, um percurso de qualquer coisa como 16 anos do conjunto musical de Manuel Vega... esse mitico «Festival de la Leyenda Vallenata, en Valledupar» ...! É disto que se fala n' «A Viagem do acorden» filme com assinatura de Rey Sagbini (Colombia) que conta também com Andrew Tucker (Reino Unido). Uma obra que dos dá conta que a cinematografia colombiana está bem, segue o seu caminho e dá provas de maioridade versus maturidade.

Ano após ano Manuel consegue uma segunda e terceira posições mas ainda não o prémio más importante de todos - o de "Rey Vallenato".

""Un día llega una invitación para tocar junto a la legendaria orquesta de acordeones de la Hohner, en la Selva Negra alemana. Manuel y su conjunto emprenden un viaje épica a este país lejano, que les cambiará la vida para siempre y con el cual Manuel ahora espera ser el nuevo rey vallenato.""

Dizer que Andrew Tucker estudou antropología visual em Manchester no Reino Unido e após trabalhar em vários documetais em diferentes países do mundo, este cineasta independente e professor na area da 7ª arte decide radicar-se na Colômbia, logo a partir de 2009. Andrew e Rey Sagbini, que cursa Cinema em Hamburgo, na Alemanha mas vive e trabalha em Santa Marta, na Colombia onde se cruzam e partilha a mesma paixão - a produção e realização cinematográfica.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Hasta siempre "Génio da Guitarra"

Mi nombre es Francisco Sánchez Gómez, aliás "Paco de Lucía", y soy guitarrista... Assim mesmo se apresentou Paco de Lucía, esse génio da musica do mundo, nascido em Algeciras. 
Paco era o mais novo de cinco irmãos, filhos do também guitarrista de flamenco Antonio Sanchéz, com quem primeiro aprendeu a tocar guitarra.
Os seus irmãos Pepe de Lucía (cantor) e Ramón de Algeciras (guitarrista), são também músicos de Flamenco tal como Paco que correu mundo tocando flamenco de modo exímio sendo considerado um verdadeiro génio da guitarra, que cedo aprendeu, por circunstâncias da vida e influência do pai..

«PACO de Lucía» si por minha mãe, sendo de Lucía para me diferençar de muitos outros niños, que brincavam por ali nas ruas ...Eram todos “Pacos” e daí surgiu esta designação que permanceu também na carreira artística ...

Em Algeciras e de uma forma geral na maior parte da Andaluzia, é costume os rapazes adoptarem o nome da mãe por forma a serem corretamente identificados como por exemplo "Paco de (la) Carmen," ou "Paco de (la) María," e deste modo, o seu nome artístico foi adotado em honra de sua mãe Lucía,  de origem portuguesa nascida em Castro Marim no Algarve, (onde acrescente-se Paco viria apresentar um album com o nome da terra de nascimento da mãe e, em sua homegagem.

«En las “calles” se aprende mucho, los niños nos ensiñam siempre muchas cosas … » aos mais novos e aos adultos...diria a propósito dos seus tempos de menino e das brincadeiras na rua.

PACO começa a tocar para sobrevbiver... recordando : «Foi um momento triste quando os meus pais me disseram que tinha de sair da escola, porque não havia dinheiro. Triste mas  também como que um benção, esse passar tantas horas a aprender e tocar guitarra» sendo aí aliás o inicio de uma grande carreira de Paco de Lucía. 

Da carreira para a influência do pai...  
«Meu pai ganhava a vida com o Flamenco, a tocar em diversos locais e mais tarde o pátio lá de casa, grande, passou a ser fim de festa com o flamenco senpre por companhia. Salienta que "quase todas as manhãs, tinha festas em casa, no tal pátio onde amantes da guitarra, do flamenco e dos copos bebidos noite dentro e claro a guitarra tocada por esse grande nome António Sanchéz...
Aí se concentravam amigos, conhecidos e amantes do flamenco, da guittarra española e isso viria a ser uma marca e um elemento fundamental para a minha carreira..»confirma o musico espanhol.

Com 12 anos PACO grava o 1º Single na sequência de um concurso de flamenco ganho com seu irmão PePe e Madrid surge no caminho, seis anos mais tarde (1964) com a gravação do primieiro disco a “Solo” de Paco, constituindo um ponto de partida na vida artistica do grande ««génio da guitarra»».
Entre 1968 e 1977 Paco de Lucía colabora com Camarón de La Isla, conhecido músico do novo flamenco e juntos gravam qualqquer coisa como nove álbuns.
É em 1981 editado o álbum "Castro Marín" em memória da terra, onde viu a sua mãe nascer. Dez anos mais tarde (1991) gravou o Concierto de Aranjuez , de Joaquin Rodrigo com a Orquestra de Cadaques. O autor, presente nas gravações, terá dito que nunca ninguém tinha tocado a sua peça com tanta paixão e intensidade como Paco de Lucía.
Bem a propósito da sua forma de tocar … Paco confirma «Não fui cantor por timidez . Eu quis, queria, cantar mas tinha vergonha... Sabem como é, num pequeno povoado onde toda a gente se conhecia e a timidez de um niño … Escondi-me então atrás da guittarra. Mas tocar é como se cantara... Tocar é transmitir o que sentimos dedilhando...nas cordas da guitarra» explicou Paco.

«O Mar sempre foi muito importante para mim... Por vezes sinto-me como que fechado numa grande cidade...Tenho de procurar o mar, tê-lo e contemplá-lo na minha frente...»

Olhemos o Mar e escutemos a música de Paco de Lucía...

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Kepa Junkera presenteia-nos com "Galiza"

KEPA JUNKERA tem um novo trabalho discográfico que é dedicado à "Galiza". E quem melhor que este grande nome da música galega e do mundo, para enaltecer a cultura, as tradições, as vivências de um povo e região como é esta de "terras do norte" de Espanha !

Kepa Junkera, nascido em Bilbao é actualmente o músico mais importante, influente e internacional do pais basco, mas edita com o selo galego "Fol Música" este seu ambicioso projeto. Talvez seja de facto o mais ambicioso de toda a sua carreira enquanto músico, dado o grau de exigência que Kepa coloca na sua vida artistica e também decorrente  das caracteristicas deste trabalho, para o qual  Kepa Junkera  se rodeou,  das melhores formações e artsitas da cena tradicional da Galiza.

Em "Galiza" a trikitika, o tradicional acordeón diatónico basco, funde-se na perfeição com as gaitas, as vozes, os pandeiros, as arpas, os acordeóns... para criar um universo de música tradicional perfeito. O eixo musical Galiza-EusKadi (ou país basco) teve muitas aproximações ao longo dos anos, é verdade, mas  nunca terá estado tão bem representado como neste album, duplo de Kepa Junkera.
Editado ao fechar do ano passado, na (vizinha) Galiza ele transporta-nos do passado recente para o futuro, passando pelo presente de apresentações nas rádios, nas grandes lojas de venda de discos, em concertos nos palcos mais emblemáticos da Galiza, do País Basco, em Madrid...onde numa palvara se sente este território. 
Ah dizer ainda que este duplo CD de Kepa Junkera se apresenta de forma espectacular, em livro, de capas duras, com nada menos que 50 páginas carreagadas de belas ilustrações, grandes fotos e textos, fazendo desta uma grande e imperdível obra de coleção, mas sobretudo um trabalho para ouvir /sentir/viver no ano que agora começa...  


http://youtu.be/QJ3x_5Ug5VkO Video promocional da gravação deste novo disco/livro de Kepa Junkera intitulado "Galiza" é uma mostra deste do leque de musicos e cantantes que nele participam e a banda sonora - "Terras do Norte " uma imagem de marca da novissima obra de e Kepa Junkera.