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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Bolivia com crescimento económico "record"

A Bolivia terminará o ano de 2013 com um crescimento económico considerado "record".

«Revendo os dados económicos estou surpreendido com o crescimento económico do país, podendo mesmo ser considerado um "record histórico" este crescimento que se estima  da ordem dos 6,5%  em 2013»  manifestou Evo Morales, Presidente da Bolívia no decurso de recente conferência de imprensa.

O chefe do Estado Boliviano atribuiu esta «"bonança" económica ao esforço do povo, à subida do sector produtivo e também à política de nacionalizações implementada desde 2006, com intuito de recuperar os muitos recursos naturais e as empresas consideradas estratégicas para o desenvolvimento da Bolívia e o bem estar dos bolivianos».
Evo Morales sublinha que «a realidade é hoje bem diferente dos tempos "neo-liberais"» quando o crescimento económico anunciado era da ordem dos 3%  «mas tinhamos nas ruas, em marchas de protesto e reivindicação de aumentos salariais os trabalhadores de vários sectores de actividade e os médicos por exemplo, face á falta de poder aquisitivo de bens e serviços. Actualmente os aumentos salariais estão sempre acima da inflacção», destacou o presidente boliviano. 
Dado não menos importante diz respeito ao investimento público que em 2014 superará os  6.000 millões de dólares, sendo que 20% desse montante provém de créditos e os restantes 80% " de recursos próprios bem ao invés do que sucedeu durantes os governos neoliberales e tomemos como exemplo o ano de 2005 em que do valor de 600 millões de dólares, cerca de 70% provinha de créditos o que tornava o Estado dependente do exterior, quando os recursos estavam na mão de privados nacionais e estrangeiros.
Uma mudança que decorre do gerar de divisas por parte das empresas estatais, do reinvestimento de impostos pagos pelos bolivianos e da democratização dos investimentos, o que se traduz em beneficios para os bolivianos, em obras suportadas pelo Estado e pelos Municipíos e implementação de vários programas estatais, realizados a pensar na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e do desenvolvimento económico da Bolívia. 

Evo Morales sublinhou não ser tempo de euforias mas de alguma contenção, pois apesar deste crescimento "record", de aumento de recursos em cada uma das regiões da Bolívia, das previsões favoráveis para 2014,  «temos de estar preparados para enfrentar possíveis reflexos das crises económicas na Europa e nos Estados Unidos que persistem. E, tal como aconteceu em 2008 a pretexto da "crise do capitalismo" na América, quem saíu particularmente afectado foi o Brasil e as transacções económicas com esse país. Dessa situação viria a resultar, por exemplo, uma forte quebra nas vendas de gás, por parte da Bolívia e por consequência menos receitas».