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sábado, 26 de agosto de 2017

Recordar Violeta Parrra e seu legado

Violeta Parra... Só escrever este nome leva-nos até uma Mulher com M grande mas também a essa figura incontornável da música, da história e da cultura chilenas.
É certo que é pouco conhecida em Portugal mas, razões para esse como que apagar dos nossos dias tamanha, forte e singular cantora chilena que constitui uma referência de expressão latina no mundo levar-nos -ia a uma quantidade de parágrafos... Esse não é de todo e para já o intuito. Importante é dizer que oportunidade para conhecer melhor Violeta Parra, os seus princípios enquanto cantora e mulher de lutas e de convicções será mesmo assistir ou participar de um espectáculo que passa em Lisboa, dentro de uns quanto dias - 12 de setembro no CCB para ser mais preciso.

Sim, Lisboa precisamente no ano em é Capital Ibero-americana de Cultura 2017, mas também porque se assinala o centenário do nascimento da cantora chilena Violeta Parra, figura que  «comoveu públicos para lá das fronteiras do Chile e até muito para lá da sua geração […] o seu trabalho foi um constante compromisso com os direitos humanos e com a justiça social, ambos cantados em versos fluídos e poéticos (…) abordando sempre os mistérios humanos e a condição de mulher».

Neste ano tão especial, Isabel Parra e Tita Parra, respectivamente, filha e neta da cantora chilena, estão em digressão pela Europa, acompanhadas pelos músicos chilenos Greco Acuña e Juan Antonio Sánchez, marcando felizmente para nós, presença em Lisboa.
Dizer que se trata de um concerto único no qual as artistas revisitam as composições mais emblemáticas de Violeta Parra, passando por temas cuja raiz radica na música popular chilena e latino-americana. Brindam-nos ainda Isabel e Tita com algumas criações originais suas, qual homenagem a Violeta Parra .
O espectáculo apresenta uma sonoridade acústica, repleta de ritmos chilenos e latino-americanos reinventados, contando com instrumentos como guitarras acústicas, cuatro venezuelano, charango, percussões e flauta transversal.

Violeta Parra - a ela, à sua música (consistente luta e trabalho pioneiro só comparável ao que Michel Giacometti realizou em Portugal) se deve o facto de por volta dos anos 1950, a música tradicional chilena ter vivido um período áureo de resgate e valorização. Em viagem pelo país, Violeta mapeou ritmos, danças e canções, reunindo um espólio de qualquer coisa como mais de três mil canções tradicionais.


Tita Parra voz e guitarra
Isabel Parra voz e cuatro venezuelano
Greco Acuña percussão
Juan Antonio Sánchez voz, guitarra, charango, Flauta

são então os protagonistas de um espectáculo imperdível diga-se, integrado nas Cmemorações do centenário do nascimento de Violeta Parra, organizadas pela Secretaria de Cultura do Governo do Chile e cuja produção tem as chancelas do CCB/Passado e Presente – Lisboa, Capital Ibero-americana de Cultura 2017 numa louvável Coprodução.