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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Latinos à conquista dos palcos portugueses

Verão é tempo de Festivais, de grandes espectáculos ao ar livre, das tornées de grandes músicos e bandas de todos os estilos e origens, da concorrência entre localidades, regra geral desse interior, esquecido em mais de 360 dias a cada ano. É o tempo de enaltecer e desfrutar de espaços mais ou menos bucólicos, que foram ganhando notoriedade e fazendo história ao longo dos tempos, também pela inclusão de nomes sonantes, de bandas mais ou menos conhecidas, mas cujo êxito em outros países originou uma certa  "obrigatoriedade" de virem a subir aos palcos lusos.

No capitulo da música de expressão latina ainda não estando totalmente ultrapassada a barreira linguistica nem abandonados os mitos de que "de Espanha" nem bons ventos nem bons casamentos!! (e este é apenas e só um dos exemplos) já se vão abrindo portas aos cantautores e bandas provenientes da America Latina. Isto mais por via do seu sucesso em outros festivais na Europa, sobretudo, do que pelo verdadeiro conhecimento público e generalizado dos seus êxitos e biografias. Há até alguns casos que esse nomear de um artista ou grupo, decorrer da troca de experiências ou da partilha de palcos, feita por músicos e ou  grupos portugueses que têm tido o privilégio ou oportunidades no mundo (em sentido lato), musicalmente falando.

É assim que depois do êxito em palco dos  "BOMBA Estéreo" grangeando elogios no âmbito da sua  passagem por Sines e esse magno FMM em 2013, os colombianos estão convidados a pisar de novo palcos lusos em junho...na Ericeira.
A emblemática "Orquestra Buena Vista Social Club" não precisa de apresentações tal o reconhecimento mundial e os ritmos contagiantes, que nos vão fazer marcar presença em Oeiras...em julho. Já  "Roberto Fonseca" o menino prodígio do piano que é fruto da escola cubana de bons musicos vai subir a um palco no maior e mais diversificado Festival de Musica realizado em território lusitano... Acontecerá no âmbito de um marcante dupla composta por "Roberto" & Fatoumata Diawara, do Mali, que nos transportará às origens formativas do excelente teclista cubano, à sua evolução e influências, onde o jazz mas também a muisca tradicional estiveram  presentes. Encher o palco do FMM deste ano em Sines é uma tarefa que não será dificil mas que conduzirá a uma reação quiçá lenta do público ao estilo mas não de modo alguns aos dotes artisticos de Roberto Fonseca.
As últimas diz-se habitualmente são as primeiras (grandes revelações). No caso e brincando com as palavras há muito saida da "Concha" BUIKA" vem aí para cantar e encantar, com a sua voz e presença em palco. Esperem que novembro está aí não tarda...e quer o CCB em Lsiboa quer a Casa da Música, no Porto vão ser de "BUIKA FEsta".
América Latina em território luso com todas as suas cores, ritmos, performances, estilos, vai ser um privilégio e simultaneamente um prazer, para todos quantos vão ter oprtunidade de ouvir/ver e (re)descobrir a qualidade dos musicos e bandas provenintes de Cuba,  Espanha e Colômbia. Nem a propósito aqui ou em radioqc.com poderá acompanhar estas e outras incursões latinas em portugal e nos seus festivais.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

"Tio Símon" a expressão genuína da música venezolana

 Partiu o Tio Símon para a mais longa "gira" ...Hasta siempre "mestre"!  como era conhecido Simón Narciso Díaz Márquez, cantante e compositor venezuelano e também empresário.



Nascido em Guarico, na Venezuela a 8 de agosto de 1928 Símon Díaz, foi um dos oito filhos resultantes do casamento de Juan Díaz e de María Márquez de Díaz , que desde cedo começaria tão ligado à música como ao trabalho no campo, mas absorvendo a musica e as tradições do seu país e povo, passando-as a quadras improvisadas e temasque escutava dos artistas deste povoado de ganadeiros e ganaderias.
Influenciado pelo pai aprendeu a musica e tocar isntrumentos e aos 17 anos de idade tocava já com a Orquesta Siboney em San Juan de Los Morros vindo depois a cantar boleros mas improvisando o que trouxe aplausos do público. Em Caracas a partir de 1949 Símon Díaz trabalha e estuda à noite durante seis anos na Escuela Superior de Música. O folclore venezuelano acaba sendo a sua companhia regular e a dos espectadores do "Constesta por Tio Símon" na televisão venezuelana, durante nada menos que 11 anos, popularizando este ícone da musica e do folclore deste pais da america latina.

O seu classico "Caballo Viejo" foi uma das 70 produções musicais em 50 anos de carreira de Símon Díaz, completados em 1998. Um record incontornável na história da música venezuelana e de expressão hispânica. São inumeras as versões deste seu popular tema, várias as linguas e arranjos que sofreu e êxitos que granjeou um puco por todo o mundo. Gipsy King (França) Julio Iglésias, Maria Dolores Pradua e Placido Domingo (Espanha) Celia Cruz e Roberto Torres (Cuba) Ray Connif e Roy Cooder (EUA) Los Mariachis Vargas e Aramando Manzanero (Mexico) ou ainda Gilberto Santo Rosa (Puerto Rico) fizeram andar este Caballo Viejo, milhares e milhares de quilómetros, chegando sempre com sucesso ao público.

"Tio Símon" partilha o palco com Mercedes Soz, Atahulpa Yupanki  e Juan Manuel Serrat entre tantos outros garndes nomes da musica latina e pelo seu percurso de vida e de carreira acaba recebendo o "Grammy Honorário" das mãos da Academia Latina de Gravação, responsável pela atribuição dos muito famosos e concorridos "Latin Grammy". De obras e títulos Símon Diaz vê-se nomeado como Património Cultural da Humanidade pela Unesco ou não fosse  a mais genúina expressão do folclore e da Cultura popular venezuelana.

De êxitos, obras, titulos, temas e apresentações populares "Símon Díaz" deixa o palco da vida a 19 de fevereiro de 2014.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Andrea Echeverri candidata nos Latin Grammy 2013

Andrea Echeverri também é candidata nos Latin Grammy 2013. É verdade a artista compete com o seu album mais recente “Ruiseñora” na categoría de «Mejor álbum cantautor».

E para dia 15 deste mês está até agendado para o Teatro Mayor Julio Mario Santo Domingo (Bogotá), um concerto de Andrea Echeverri. A cantautora colombiana apela aos fãs e muito são, para que partilhem com enstusiamo esta nomeação ao Latin Grammy, onde os melhores dos melhores são apresentados neste grande palco e para todo o mundo ...
Será um espectáculo de «surpresas, estreias y novedades“ garante Andrea, partilhando com os seus milhares de fãs ou seguidores não só a sua música como a alegria de voltar a ser uma das nomeadas a um galaradão na categoria de "Mejor álbum cantautor" com o seu "Ruiseñora"

A artista colombiana recorda que ""corría o ano de 1997 quando com «Los Aterciopelados» y la “Pipa de la paz” fizemos história. Fomos os primeros colombianos a ser nomeados a un Grammy gringo ainda não existiam os Latin Grammy ... Uma ocasião em que seráimos atropelados pelos Cadillacs"" brinca Andrea Echeverri”.

Um ano mais tarde ( 98) "Los Aterciopealdos" voltam a ser nomeados desta vez com “Caribe atómico” ...mas "el gramófono" caiu nas mãos de Maná...
Chega 2001 e já em Los Angeles a cerimónia dos Latin Grammy é cancelada na sequência do atentado às Torres Gémeas ...mas um par de meses depois a Gala enche o palco e o primeiro "Latin Grammy" chega finalmente às mãos de Los Aterciopelados, com o trabalho "Gozo Poderoso“. 
Seria uma grande nomeação mas ofuscada pela tripla vitória de Juanes ... em três diferentes categorias. O valioso Grammy seria depositado por issso, no "museo nacional" da Colômbia! 


É então tempo de celebrar todas estas nomeações de «Los Aterciopelados» e mais ainda, aos êxitos e triunfos como solista, também nomeada aos Latin Grammy no ano de 2005 mas "derrotada" por Laura Paussini «já em pleno tapete rojo" tornando-me então invisivel, entre Shakira y Paulina Rubio».

«Em 2007 com Atercios, conquistámos um segundo Grammy con “Oye” e em Las Vegas eu subiria ao primeiro lugar na lista das mais mal vestidas, por certo, uma vez  que não vestia nenhum traje de grande estilista mas sim um uniforme, usado para subir ao palco no grande "Rock no Parque“ (qual Rock in Rio" local).


“Ahora vuelvo con Ruiseñora… si me gana Caetano, todo bien pero no, tenderé que volver en los proximos Latin Grammy “, conclui Echeverri.

 
De referir que além de Andrea Echeverri, Carlos Vives, Andrés Cepeda, Santiago Cruz, Mojito Lite y Maluma são alguns dos músicos colombianos nomeados aos Latin Grammy deste ano, celebrando assim a música que fala espanhol e português e cuja grande e super-mediátca Gala terá lugar a 21 de novembro em Las Vegas.