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domingo, 23 de agosto de 2026

Sol y LLuvia, antologia de resistência

Sol y Lluvia é uma das bandas mais populares e emblemáticas do Chile. Com 8 albuns de estúdio, lançados desde 1980, ainda mais 4 trabalhos discográficos saídos de concertos ao vivo a banda de Santiago, acaba de fazer o lançamento do Album /antologia «Canté a la vida, canté al amor» que marca aliás a tour deste ano, comemorativa, precisamente dos 45 anos de carreira, feita de muita estrada e um número significativo de êxitos, que todos os amantes da música latina bem conhecem !



As origens de Sol y Lluvia, remontam ao ano de 1975, altura a partir da qual e através de sangrento golpe militar, se instala no poder, Augusto Pinochet. A ditadura iria exigir muita coragem e enorme resistência, para manter vivas coisas tão básicas como o direito à vida, a trabalhar ou a partilhar essa energia imensa e essencial que é a música.

Os irmãos Amaro, Charles e Jonny Labra, o primeiro dos quais ainda lidera a formação chilena, foram os fundadores desta "agrupácion" que curiosamente surge num altelier de serigrafia, na capital do país - Santiago, onde se juntavam, família e amigos para criar arte e também composições, que ainda hoje são marcos do cancioneiro popular latino-americano... 


Fazendo música a partir da combinação da guitarra acústica, com uma percussão onde surgem os bombos e ""Kultrunes"", ou seja os tambores tradicionais do povo Mapuche e também o baixo elétrico os "Sol y Lluvia", foram criando um estilo muito próprio, com uma sonoridade, facilmente reconhecida e contagiante. 
Razões são de facto a base, dos Sol y Lluvia, assente na história, nas tradições e vivências dos Chilenos, tendo ao longo da sua longa carreira, percorrido milhares de kilómetros. Encheram um sem número de impensáveis espaços e salas, passsaram por variados palcos, um pouco por todo mundo, sendo hoje percorridos que estão 45 anos de carreira, uma das maiores referências do folk-rock latino-americano.

 
De salientar que ao invés dos Inti-Illimani, dos Quilapayun e outras bandas e artistas da "Nueva Cancion Chilena", forçadas a saír do Chile para continuar as suas lides musicais no êxilio os «Sol y Lluvia» permaneceram no seu país. 



Fizeram e levaram sempre a sua música, a partir da clandestinidade,  criando verdadeiros hinos, alegres, dançáveis mas com letras profundamnete politicas e humanistas como são por exemplo "En um largo Tour",uma das canções mais célebres, que retrata de um modo poético a realidade cinzenta e dura que as pessoas viveram sob o regime militar nas ruas de Santiago.
"Nnunca más en Chile" é outro dos temas fortes da banda chilena, qual clamor contra a violência do Estado e um compromisso com a memória coletiva para que as atrocidades do passado não se voltem a repetir.
"Adiós, General" uma obra que celebra o alívio da opressão de um regime como o de Pinochet e afirma a esperança nos valores da democracia.. Estas e outras  tantas canções que continuam a ser obrigatórias nos concertos da banda.

sábado, 22 de agosto de 2026

Aterciopelados com 30 anos de carreira

Se há uma banda que provou que o rock em espanhol não precisa de imitar o modelo anglo-saxónico para ser revolucionário, essa banda chama-se «Aterciopelados». Nascidos no coração de Bogotá no início dos anos 90, o duo composto por Andrea Echeverri e Héctor Buitrago transformou a cena musical ao misturar a fúria do punk com a alma da cumbia, do bolero e do folclore colombiano. E com êxito, tanto nos discos, como nas Giras um pouco por todo o planeta, na proximidade com os seus públicos sejam eles jovens e menos jovens de um modo geral.
Mas afinal o que torna os Aterciopelados uma lenda viva que continua a ouvir-se por aí e 2026 não é diferente, com o assinalr dos 30 anos de estrada da banda colombiana. Falar de «Aterciopelados» é viajar no tempo até ao lançamento do álbum “El Dorado” publicado no já distante ano de 1995. Canções como “Bolero Falaz” e “Florecita Rockera” tornaram-se verdadeirios hinos continentais. ‘Andrea Echeverri’, com a sua voz única e estética inspirada na arte popular e kitsch, quebrou todos os moldes da típica frontwoman da época, rejeitando a hipersexualização e celebrando a autenticidade latina.
Um outro elemento não menos importante e diferenciador desta banda de rock, é podemos assim dizer a evolução dos Aterciopelados. O caminho destes rockeiros passou por temas mais espirituais, eletrónicos e marcadamente políticos. Sim porque nada na vida é vazio, inocente ou despido de mensagem, embora alguns o queira fazer crer. Assim, a defesa do Planeta surge em álbuns como «Caribe Atómico», onde a banda alerta para a poluição e a destruição ambiental. O ‘Feminismo sem Filtros’ está patente músicas “Cosita Séria” e “Piernas” quais manifestos de emancipação e amor-próprio. A Paz é outro dos temas fortes ainda para mais num país - a Colômbia, marcado por décadas de conflito armado. tendo a música dos «Aterciopelados» funcionado sempre como um bálsamo de reconciliação e cura social.
Com vários Grammys Latinos na bagagem, a banda continua no ativo, provando que o rock alternativo, latino-americano é uma força vibrante, colorida e necessária. Eles não criam apenas música. Têm uma identidade visual e sonora que orgulha toda a América Latina. Nos tempos mais próximos, a banda estará na estrada fazendo a apresentação de novas músicas, inseridas no mais recente álbum de estúdio e décimo da vida da banda, intitulado «Genes Rebeldes». De referir que este trabalho valeu à dupla Andrea Echeverri e Héctor Buitrago, prestigiada nomeação aos Grammy Awards 2026 na categoria de Melhor Álbum Latino de Rock ou Alternativo.
Aterciopelados estão sobretudo a celebrar o 30.º aniversário de «La Pipa de la Paz», um dos álbuns mais importantes e referência maior no rock latino-americano. América Latina, Estados Unidos e Europa, onde Espanha e França se abrem à actuação de Aterciopelados, no quadro desta Gira de 2026. Ponto alto será um concerto histórico a 30 de otubro, em Bogotá, precisamente a sua cidade natal.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

«Casa Sole» abre portas a novos êxitos

Soledad Pastorutti evidencia nesta altura da sua vida artística, grande maturidade. Assinala 30 años de carreira, com incontavél número de êxitos, entre os quais encontramos 4 temas que criou e interpretou na novela “Rincón de Luz”. 




Marcas do seu percurso, vamos encontrar «Poncho al Viento» datado de (1996). É o álbum de estreia da jovem e enérgica cantora argentina que, revolucionou o folclore e  tornou este seu primeiro disco o  mais vendido da história da editora 'Sony Music', naquele país. Um ano depois, surge «La Sole» curiosamente como ainda hoje é carinhosamente chamada a cantora argentina. Este álbum seria de afirmação e confirmação, do valor artístico, da jovem cantante de Arequito. Em 2014, participa em «Raíz » projeto internacional gravado em parceria com Lila Downs e Niña Pastori, vencedor de um Grammy Latino. Os anos passam e 2023 chega com o regresso aclamado às raízes acústicas e do folcolre tradicional pela via Natural tal como a sua vozSoledad Pastorutti é de quem falamos agora..


A solo, como convidada de diferentes bandas, em duetos, junto do público jovem ou adulto ‘‘la Gringa” é acarinhada por todos, no seu país e nos mais distantes cantos do mundo.
Mantém-se fiel as suas origens. Criatividade é coisa que não falta ao “furacão de Arequito” como também ficou conhecida «la Sole», dada a sua energia e capacidades vocais. A cantora da província de Santa Fé, é uma das vozes mais marcantes e defensoras das tradições como o folklore, mas também pioneira na divulgação dos ritmos marcadamente argentinos e gaúchos como acontece com a chacarera, litoralenha, zamba, valsas e tangos.
A veia artística desponta a partir de 1996 e da subida ao palco no ’Festival de Música de Cosquin’, altura a partir da qual, atua em diferentes países. Cruza-se com uma diversidade de artistas de renome internacional, partilha estúdio e canções com cantautores e bandas de referência na música latina.




Livre e fiel aos seus principios e valores, é um dos rostos do movimento filantrópico. Apoiante de vários projetos de educação e ensino de música e dança, destinados a crianças e jovens Soledad Pastorutti está igualmente ligada, com a sua irmã Natália, a ações solidárias promovidas na sua terra natal, Arequito, onde nasceu e continua aliás a viver com a sua família.

Atualmente foco é também «Casa Sole» projeto no qual a mentora apadrinha novos talentos, mistura ritmos, joga com a liberdade criativa de músicos e artistas da pop, da cumbia e da música urbana (como o porto-riqueño Pedro Capó ou Zoe Gotusso, entre outros) de modo a dar uma roupagem contemporânea à música de raiz latino-americana.


Um projeto artistico e audiovisiual ímpar, de Soledad Pastorutti concebido para ser palco de atuações da artista, em parceria com convidados de diferentes gerações e estilos, reinterpretando clássicos da música latino-americana, num ambiente caseiro decontraído que proporciona uma dinâmica tradicional e moderna da boa música latina.

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Inéditos e clássicos nos 40 anos da banda

 «Inmortal» o primeiro disco de inéditos, do grupo na última década, está aí prontinho a rodar. Na memória dos fãs e nos alinhamentos dos concertos próximos continuam os clássicos de «Los Pericos».

Está de regresso uma das maiores e mais importantes instituições do reggae y do ska, na América Latina.

«Los Pericos», a banda argentina, criada no já distante ano de 1986, está de regresso podemos assim dizer, com um novo trabalho discográfico intitulado «InMortal» o que acontece recorde-se, após um hiato de sete anos sem gravar qualquer álbum.

Os pioneiros da divulgação do reggae em espanhol, perfazem 40 anos de carreira ininterrupta, contabilizando mais de 3.900 concertos, um pouco por todo mundo. Além disso somam um conjunto enorme de êxitos, numa ligação estreita e sempre crescente aos fãns e público, que se regozijam com este regresso aos palcos, nos diversos concertos, agendados para os próximos meses na Argentina, México, nos Estados Unidos bem como Espanha, numa gira, acredite-se, irrepetível.

Nomeados embaixadores oficiais do reggae, pela própria Jamaica «Los Pericos» apresentam os novos temas de «Inmortal», sem deixar de revisitar todos os clássicos que fazem parte da história da banda argentina, como sejam “Runaway”, “El Ritual de la Banana”, “Mucha Experiencia” e “Nada que Perder”.

Lançado no decurso do atual semestre, o álbum de estúdio Inmortal, conta com um total de 10 temas inéditos, várias colaborações de peso e a participação muito especial de artistas, de diferentes gerações e estilos, como são os casos do argentino Abel Pintos, de ‘El Plan de la Mariposa”, uma banda de rock alternativo , o ‘rapper’ mexicano Sabino e ainda o músico brasileiro Denny Denan, o que vem adicionar, um certo tempero afro-baiano ao novo trabalho discográfico !


A gravação dos novos temas vem reafirmar uma ideia de longevidade e criatividade da popular ‘agrupacion’ argentina, mas também acentuar o valioso legado de «Los Pericos», sem deixar de trazer alertas aos homens do amanhã, sobre temas tão importantes como os cambios climáticos, a defesa dos direitos humanos, a imprtância da presevação da natureza, domínio onde ainda está muito por fazer, assim como no capítulo da amizade e solidariedade para como os nossos semelhantes, envolvendo nesse caminho os filhos e netos daqueles que sempre integraram as imensas plateias de «Los Pericos».


domingo, 26 de julho de 2026

Drexler criativo em Taracá

Jorge Drexler é um cantor e compositor de excelência, sobejamente conhecido e apreciado em diversos países e continentes. Com uma capacidade criativa invejável Drexler conta já com 15 álbuns de estúdio, lançados ao longo da sua carreira musical que refira-se, não é longa, pois a medicina foi o seu foco durante largos anos. O reconhecimento do artista uruguayo, está bem patente nos 16 Grammys Latinos, conquistados no quadro das 36 nomeações, para este importantíssimo galardão que agita todos os anos, sobretudo as américas. E não está longe 2022, altura em que Drexler arrecadou, qualquer coisa como sete estatuetas com o disco Tinta y Tiempo e também dois prémios, já em 2024 com o tema “Derrumbe”.

Entre êxitos e vitórias bem se pode dizer que Jorge Drexler é um dos maiores vencedores de títulos e e distinções internacionais, de elevado prestígio, na história da música latina… 


Isto para dizer que está agendada nova “Gira” mudial do cantautor e compositor inrernacional, tendo como pontos de referência por exemplo Madrid e Paris, em setembro e outubro, próximos, entre outras paragens e palcos das américas sem esquecer o Brasil . E qual é o objectivo destas viagens ? Precisamente apresentar o seu mais recente trabalho discogáfico intitulado «Taracá».


Um momento alto, mais um do artista Uruguayo, com este novíssimo álbum, «Taracá» nascido após o luto pela morte de seu pai, mas que acaba sendo a ‘celebração da vida’ e num verdadeiro catalizador de boas vibrações.

Um ambiente em que não é alheio, pelo contrário o facto de Drexler explorar aqui uma certa fusão da identidade uruguya - particularmente o ritmo candombé, com influências brasileiras, bem patentes na versão em espanhol do clássico «O Que é, O Que É ? , de Gonzaguinha. 


Atento ao mundo que nos rodeia Jorge Drexler tanto nos temas criados como nos concertos, que vão integrar esta tourné, bem mais intimistas, usa muito a percursão e os ritmos vibrantes, joga com as palavras, estabelece relações com a dança e leva-nos a pensar no impacto da inteligência artificial e faz ainda qual apelo “à resistência inteligente do ser humano”, contra a polarização, num mundo em permanente conflito.

Mas melhor que ninguém, Jorge Drexler fala-nos de Taracá, o tal jogo de palavras, o recurso aos sons e ritmos do mundo, sem esquecer as suas origens -’o Uruguay que tem uma identidade musical muito definida, diria até efervescente que é comum a países vizinhos.

Curiosa esta forma de jogar com as palavras, usando metáforas, fazendo trocadilhos recorrendo à ironia onde os termos informáticos mais se assemelham a desejor orgânicos. Transformar a ciência em poesia pura é uma faceta que emerge neste trabalho do uruguayo. Exemplo maior está na letra de «Todo Se Transforma». E tal como na lei de Lavoisier “Cada uno da lo que recibe / y luego recibe lo que dio / nada se pierde / todo se transforma”.


Dizer então que o jogo de palavras é como que a espinha dorsal da identidade lírica de Jorge Drexler, que usa a linguagem com uma precisão quase científica para criar poesia rítmica. O compositor uruguayo transporta conceitos da física, da biologia e da matemática para jogos de simetria, aliterações e métricas rigorosas que usa sabiamente nos temas que vai criando e «Taracá» não é excepção.

Usufruir, sentir, pensar e agir são atitudes mais consentâneas nos tempos que correm qual receita do cantor e compositor, uruguayo, formado em medicina.  


quinta-feira, 23 de julho de 2026

Norteña soy Julieta

Julieta Venegas, por todas as razões e mais uma(…pois temos momentos ou períodos da nossa vida, em que precisamos de encontrar uma tábua de salvação...) sempre foi uma das minhas grandes referências, no panorama musical latino.

Depois de escutar muita da sua música, de pesquisar sobre a vida da cantante mexicano-americana, de chegar aos concertos ao vivo, divulgar um pouco da sua brilhante carreira é tempo de voltar a falar de Julieta. E bem, pois a novidade está aí fresquinha - um novo trabalho discográfico a par com um livro de memórias.

"Norteña" de Julieta Venegas consiste num álbum de estúdio e num livro de memórias, ambos lançados em meados de 2026. Um duplo trabalho de anos, que celebra as raízes da intérprete, cantautora, compositora e mulher de causas e convicções que tem origens em Tijuana, às quais regressa em forma de homenagem à música tradicional norteña mexicana.

O mais recente álbum, lançado em maio deste ano de 2026, integra por 12 músicas que fundem o estilo pop e muito próprio de Julieta com a música regional mexicana. Curiosamente além de diversos temas entre os quais um dedicado ao seu progenitor assinalando os 80 anos da sua vida, entram aqui as participações especiais de artistas como Natalia Lafourcade, Yahritza Y Su Esencia e também Bronco, também eles ícones da boa música que se vai ouvindo mundo fora.


O Livro intitulado "Norteña. Memorias del comienzo" acaba sendo como o titulo indica, uma coleção de textos e memórias sobre a relação de Julieta Venegas com a música, a sua infância, adolescência e o período em que se mudou para a Cidade do México, antes de gravar o seu primeiro disco. É um revisitar dos tempos em que, introvertida estudou piano e nem pensava sequer em fazer a carreira de sucesso, nas américas e nos demais continentes, com grammys, entrevistas, temas bem ao gosto de todos, tanto ao nível do teatro, cinema ou os grandes festivais de música. Tem esse reconhecimento merecido por tudo o que fez (cria) e é, Julieta Venegas.

Desde cedo Julieta manifesta gosto pela leitura. As vivências, as paisagens, as pequenas e grandes decisões da sua vida, de adolescente, mas também as fotos realizadas pela irmã gémea Ivone, o piano, as aprendizagens musicais, estão aí nesses caminhos feitos de temas, álbuns, concertos e memórias em Tijuana que antes seria No! hoje afirmativamente, importantissimo lugar do ser humano e artista em presença -Julieta Venegas. 
Fãs ou amantes da boa música latina (inúmeros clubes e muitos milhares são efectivamente) por todos os continentes, escutem e leiam Julieta Venegas…neste seu regresso às origens e no reencontro com caminhos que foi trilhando no seu percurso, pessoal e profissional !

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Homenagem a "Totó la Momposina"

A vida é mesmo assim. Nascemos, crescemos e partimos para outras paragens e ganhamos o reconhecimento de muitos até, que em vida nos ignoraram. 

A sociedade é injusta, para com os valores e sobretudo as pessoas com um nome, obra e feitos, merecedores do nosso carinho, atenção, amizade (na sequência de nos cruzarmos), com esses grandes Seres Humanos. É aqui o caso de Totó la Momposina, essa grande Senhora essa cantautora enorme e única, que acabou por nos deixar (em 19 de maio p.p). Ficam as memórias, o exemplo de vida, as canções e o seu legado na Música, essa linguagem, bela e universal.

Quero aqui deixar a minha mais singela homenagem a essa Mulher, de convicções, valores, lutas e generosidade, que quem com ela privou manifestam (e que privilégio foi)! 

E num exemplo aqui está a canção que afirma ou destaca :

“Totó la Momposina es canto y bandera
Es la madre tierra que canta sincera
Sus pasos son tiempo que nunca se agota
Y su voz un río que al corazón brota”


Mas afinal quem é Totó la Momposina. O seu nome de batismo, bonito aliás é Sonia Bazanta Vides. Nascedu no já mui distante ano de 1940 em Talaigua Nuevo, Bolívar, na Colômbia. Ela foi (e será sempre), porque o seu legado é enorme, um exemplo de vida, reconhecido felizmente, como uma das grandes referências da música tradicional tradicional afrocolombiana.

«A icónica cantautora del folclore colombiano y ganadora de un Grammy Latino, Totó La Momposina, falleció de un infarto a los 85 años. Falleció en Celaya, México, mientras se encontraba con su hija y sus nietos. “Correrá el canto del río Magdalena, la voz que le dio vida al tambor. Totó fue y será eternamente”, dijo la ministra de cultura de Colombia, Yannai Kadamani, en X.

As raízes de Totó la Momposina são indígenas, africanas y campesinas o que faz toda a diferença na sua carreira e no que a sua voz e performance em estúdio ou palco nos trouxe. Privilegiados são todos quantos ao longo dos tempos puderam assistir, vibrar, cantar, aplaudir a cantante latina que levou “el bullerengue, la cumbia”, la tambora y “el mapalé” aos palcos e festivais internacionais, como Royal Albert Hall e ao Festival de Glastonbury, nomeadamente.