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domingo, 26 de outubro de 2014

"BoA" ligação de Santa Cruz a Madrid

BoA, muito boa esta novidade... Iniciemos pelo facto das ligações entre a Bolívia e Espanha Madrid  serem agora uma outra realidade.  "BoA" é então a ligação entre o aeroporto internacional de Viru Viru de Santa Cruz, na Bolívia e a capital espanhola. Um moderno, confortável e certificado Boeing 767-300 da Boliviana de Aviacion com capacidade para 225 passageiros, passa a fazer as ligações entre estes dois países hispano-hablantes numa BoA que o mesmo é dizer, numa "companhia de bandeira" e com tripulação daquele país da america  latina. 
Evo Morales viajou como passageiro no voo inaugural Santa Cruz -Madrid
O voo inaugural com tripulação e avião bolivianos, que aconteceu a 25 de outubro contou com a presença de Evo Morales, Presidente da Bolivia, constitui não só o primeiro voo transaltântico da Boliviana de Aviacion (BoA) como também um salto em frente nas ligações aéreas de e para a Bolivia, depois de um período em que os voo para Madrid eram realizados com recurso a aviões fretados e tripulações estrangeiras.
A criação de postos de trabalho e o desenvolvimento de uma "companhia de bandeira", reflete o bom momento económico que se vive na Bolivia.  
A abertura desta ligação em novos moldes, apesar de constituir um significativo investimento da ordem  dos 150  milhões de dólares, a três anos, (qualquer coisa como 129 milhões de euros) permitirá a visibilidade desta e mais duas outras naves da BoA - Boliviana de Aviacion,  nos céus deste país sul americano, mas igualmente um aumento de resultados operacionais. 
Significará ao mesmo tempo a afirmação de independencia e capacidade de decisão dos bolivianos, quanto ao seu presente e futuro, sendo por isso motivo de satisfação e orgulho para o povo, referiu o chefe do Estado Plurinacional da Bolivia  no ato da inaugiração do voo Santa Cruz- Madrid.
As aerolineas bolivianas fazem voo internos no seu território, para países vizinhos e a partir de agora também para o exterior, nomeadamente Madrid onde operam com três aeronaves, sendo uma de reserva e as restantes operacionais. Um total de 70 voos diarios, entre sete cidades na Bolivia e cinco no exterior, permitiram á empresa BoA transportar mais de 6.500 passageiros por dia  o que significa importante crescimento das suas operações e resultados, havendo a perspectiva de os fluxos de passageiros dispararem com estas ligações a Espanha nos próximos anos. 

A BoA -"Boliviana de Aviacion" é uma companhia criada em 2011, que opera a nivel interno e para outros destinos na america latina, como Argentina e Brasil estando no horizonte igualmente ligações áereas ao Peru, Chile e Venezuela, alem do reforço dos voos de e para o Brasil, a que se deve acrescentar agora Madrid.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Bolivia escolhe "jefe" de Estado

A Bolívia vai escolher já no próximo mês de outubro, aquele que será o Chefe do Estado Plurinacional da Bolivia até ao ano de 2020. Na corrida à Presidência deste país da america latina, que faz fronteira com o Brasil  ao norte e a leste, com o Paraguai  e Argentina a sul , ainda o Chile e o Peru a oeste, estão nada menos que cinco candidatos apresentados por outros tantos partidos politicos, entre os quais Evo Morales, actual Presidente, eleito recorde-se com mais de cinquenta por cento dos votos entrados nas urnas em 2008.
Bolivianos com eleições marcadas para outubro
Partido Demócrata Cristiano (PDC), Unidad Demócrata (UD), Partido Verde de Bolivia (PVB), Movimiento Al Socialismo (MAS) y Movimiento Sin Miedo (MSM) estão nesta corrida que tem inicio a 19 de setembro e tem o seu terminos com o acto eleitoral marcado para 12 de outubro. Além do" jefe de Estado y vicepresidente del país " os mais de 10 milhões de bolivianos vão também escolher os membros do Parlamento nacional, para as várias legislaturas departamentais e os deputados aos órgãos regionais.
Mas a maior das curiosidades deste acto eleitoral é a disponibilização gratuita a cada um dos partidos concorrentes, de qualquer coisa como 10 minutos diários, tanto na Radio como na Televisão, bem como duas páginas na imprensa escrita, todos os dias a que se juntará ainda uma separata  semanal de 12 paginas, de modo a permitir a divulgação das várias propostas politicas ao eleitorado boliviano. 
Evo Morales candidato a novo mandato presidencial

A sufrágio apresentam-se então o actual presidente e candidato do MAS, Evo Morales,Samuel Doria pela  UD, Jorge Quiroga por PDC, Juan del Granado do MSM e Fernando Vargas do PVB.

De acordo uma sondagem recentemente publicada nos media bolivianos Evo Morales (MAS) surge como favorito com cerca de 50 por cento nas intenções de voto, logo seguido de Samuel Doria da UD com 19,1 por cento de apoios, surgindo Jorge Quiroga do PDC já abaixo dos 10 pontos em termos de intenções de voto dos bolivianos .

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Bolivia com crescimento económico "record"

A Bolivia terminará o ano de 2013 com um crescimento económico considerado "record".

«Revendo os dados económicos estou surpreendido com o crescimento económico do país, podendo mesmo ser considerado um "record histórico" este crescimento que se estima  da ordem dos 6,5%  em 2013»  manifestou Evo Morales, Presidente da Bolívia no decurso de recente conferência de imprensa.

O chefe do Estado Boliviano atribuiu esta «"bonança" económica ao esforço do povo, à subida do sector produtivo e também à política de nacionalizações implementada desde 2006, com intuito de recuperar os muitos recursos naturais e as empresas consideradas estratégicas para o desenvolvimento da Bolívia e o bem estar dos bolivianos».
Evo Morales sublinha que «a realidade é hoje bem diferente dos tempos "neo-liberais"» quando o crescimento económico anunciado era da ordem dos 3%  «mas tinhamos nas ruas, em marchas de protesto e reivindicação de aumentos salariais os trabalhadores de vários sectores de actividade e os médicos por exemplo, face á falta de poder aquisitivo de bens e serviços. Actualmente os aumentos salariais estão sempre acima da inflacção», destacou o presidente boliviano. 
Dado não menos importante diz respeito ao investimento público que em 2014 superará os  6.000 millões de dólares, sendo que 20% desse montante provém de créditos e os restantes 80% " de recursos próprios bem ao invés do que sucedeu durantes os governos neoliberales e tomemos como exemplo o ano de 2005 em que do valor de 600 millões de dólares, cerca de 70% provinha de créditos o que tornava o Estado dependente do exterior, quando os recursos estavam na mão de privados nacionais e estrangeiros.
Uma mudança que decorre do gerar de divisas por parte das empresas estatais, do reinvestimento de impostos pagos pelos bolivianos e da democratização dos investimentos, o que se traduz em beneficios para os bolivianos, em obras suportadas pelo Estado e pelos Municipíos e implementação de vários programas estatais, realizados a pensar na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e do desenvolvimento económico da Bolívia. 

Evo Morales sublinhou não ser tempo de euforias mas de alguma contenção, pois apesar deste crescimento "record", de aumento de recursos em cada uma das regiões da Bolívia, das previsões favoráveis para 2014,  «temos de estar preparados para enfrentar possíveis reflexos das crises económicas na Europa e nos Estados Unidos que persistem. E, tal como aconteceu em 2008 a pretexto da "crise do capitalismo" na América, quem saíu particularmente afectado foi o Brasil e as transacções económicas com esse país. Dessa situação viria a resultar, por exemplo, uma forte quebra nas vendas de gás, por parte da Bolívia e por consequência menos receitas».