Translate

Juega Freerice y ayuda a personas con hambre
Mostrar mensagens com a etiqueta ONG's. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ONG's. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mitigar efeito de estufa debate-se em Lima

Lima, a capital do Peru acolhe por estes dias importante reunião internacional- a 20ª Conferencia Internacional sobre o "Cambio Climático". Mais que a procura de consensos e análise à situação actual do Planeta, aqui importa que cada um dos 194 países participantes, se comprometa com medidas reais e urgentes para num horizonte curto, evitar a eminente subida de dois graus na atmosfera o que a acontecer teria impactos muito negativos e irreversíveis, quer na natureza, nos eco-sistemas, nas pessoas e no mundo de um modo geral. 
Da discussão em que participam também alguns milhares de pessoas, inúmeras organizações não governamentais, espera-se bom senso e as bases para que em 2015, em Paris seja celebrado um acordo que permita reduzir drasticamente a emissão de gases contaminantes em todo o planeta, sabendo-se que existem países altamente poluidores do ambiente, onde é urgente a mudança das suas politicas.

É preciso mitigar a situação real existente, um pouco por todo o lado e disso se falará nos doze dias próximos, em Lima.
Lima discute os impactos das alterações climáticas e procura compromissos de 194 paises
Segundo o Painel Governamental sobre Cambio Climatico (IPCC) mais conhecido como AR5, é a influência humana que provoca as alterações climáticas em todos os continentes. E se não se põe travão à atual situação haverá lugar a impactos graves e irreversíveis no planeta, alertam os estudos científicos realizados por mais de oito centenas de cientistas, acrescentando que o aquecimento global do planeta, é fruto da falta de politicas e medidas concretas de mitigação do efeito de estufa que se tem vindo a sentir desde o século XX. A continuar -se nesta linha teremos dois graus centigrados mais no planeta ate 2020, pondo em causa a sutentabilidade do mundo.  

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Nobel dos Direitos Humanos atribuido a Mexicana

Em maré de Prémios "Nobel " o dos Direitos Humanos vai para uma Mexicana. Sim é verdade não só existe a distinção, como ela recai em alguém cuja actividade tem sido na defesa dos Direitos dos Cidadãos.

Alejandra Ancheita, Advogada,  lutadora social  e membro activo de uma das várias Organizações Não Governamentais existentes na America Latina  acaba de ser coonsiderada « Nobel de los Derechos Humanos» como reconhecimento de todo o trabalho e dedicação aos mais desprotegidos da sociedade mexicana.  
Alejandra Ancheita, Nobel dos Direitos Humanos 2014
Esta lutadora social há mais de duas décadas, é conhecida no seu pais e também na America latina, por levar aos Tribunais casos de empresas que não respeitam os direitos das comunidades indigenas do seu país - o Mexico.
A galardoada com o Prémio  Martin Ennals 2014, espera que esta nomeação contribua para promover "melhores condições e incremente a segurança, para todos os defensores dos direitos humanos no meu próprio país" referiu a propósito Ancheita. 
Em forma de desafio a advogada aponta o caminho ao Governo Mexicano a quem compete «fazer os maiores esforços no sentido de garantrir segurança a todas aquelas pessoas que arriscam as suas próprias vidas, na defesa dos direitos enquanto seres humanos, daqueles que são os mais necessitados e desprotegidos desta sociedade».

Alejandra Ancheita, é advogada, fundadora e diretora geral da ProDESC, uma Organização Não Governamental (ONG) criada no já distante ano de 2005, precisamente para apoiar e defender  os migrantes , trabalhadores e comunidades indígenas existentes no México. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Apreender a leitura e amar o livro...no Perú

A historia começa há quatro anos quando às mãos de Juan Luis, de 9 anos de idade, chega “Clemencia, la vaca”...

Era um livro pequeno, pleno de desafios e um enredo que não deixou mais até chegar à ultima página...Mas não o fez por obrigação. O Professor não deixou as crianças lerem o livro sozinhos, no seu canto e em silêncio como seria hábito, ou "natural" até então... mas sim juntos e de forma partilhada, lendo, interpretando, teatralizando a história.  E assim a cada nova leitura, a cada novo livro lido em conjunto a diversão, a descoberta, a compreensão foi -se desenvolvendo. 
O Juan Luis, esse menino de olhos pequenos, abrem-se-lhe horizontes a cada página lida!
Frente ao nevado Pitusiray, na comunidade de Banderayoc, Juan Luis e o seus quatro irmãos menores, não sabem hoje o que é a vida sem livros de histórias... Agustina, mãe de Juan Luis, recorda o que lhe contava a sua avó sobre uma ave e o zorro... Feliciano, o pai, conta que em breve estarão prontos os quartitos que construiu com adubo e palha para que cada um tenha um lugar onde estudar ... A 3.900 metros de altitude a felicidade de Juan Luis é o seu presente. Mas para que a história de Juan Luis exista, há quatro anos que começou um trabalho forte e diário na provincia de CALCA, a maio de uma hora de Cusco... Treze colégios, tanto urbanos como rurais, foram os escolhidos  para mudar a pobre realidade de comprensão da leitura. Em média em cada 100 crianças apenas 28 entendiam aquilo que liam. Hoje, realizado todo este trabalho são já 71, dessa centena as crianças que apreendem o que lêem, revela Daniel Yépez, assessor nacional em Crianças e Educação da ONG World Vision Perú.
“Hay que entender que cada niño es un agente de cambio y que no es una víctima; solo necesita oportunidades”, dice Yépez.
Com esta premissa, World Vision acordou com a Unidad de Gestión Educativa Local (UGEL) de Calca o início das LudoBibliotecas nos colégios, espaços amigos para que as crianças percam o medo e  adquiram o gosto pelo livro e a leitura. O objectivo é que cada criança gosto do que lê e por consequência o entenda, diz  Dennis Huayhua, director da UGEL
A capacidade dos professores com estratégias de animação da leitura foi o primeiro passo, quando no final de 2008 tudo começou. Logo se seguiu o compromisso das autoridades locais com projectos como o "Festival da  Leitura" e o mais importante,que daí adveio, é o papel dos pais neste acarinhar das crianças ao livro.
“Los papás nos preguntaban cómo iam a enseñarles a leer si muchos de ellos no sabían hacerlo”, realça Marisol Maldonado, educadora da ONG. “Conta a teus filhos a historia de como se enamoraram e das lendas dos seus povos”, recomendava-lhes... E os pais assumiram mesmo essa responsabilidade que viria a incluir uma percentagem das suas economias para comprar livros. Agora que a experiência piloto terminou a UGEL vai alargar este seu trabalho a 111 colégios.
E lá nas alturas de Calca, a fria escolhinha de Chaipa é um lugar feliz. Ainda que alguns pais se recusem, as crianças vão com os seus trajes tipicos e coloridos para a escola, aprendendo com orgulho a ser o que e quem são!!! 
Aprendem lendo em Quechua e também em Castellano. Para entender também teatralizam, as suas histórias. 
A uma hora de Chaipa, no colégio San Román de Calca, o toque do recreio já soou ... Ruby com os seus 9 anitos, corre feliz até à biblioteca. Agarra um livro ilustrado de Julio Ramón Ribeyro e abraça-o  como se fosse uma boneca... “Yo tele no veo mucho. Más me gusta leer”, diz a petiz sentando-se sobre a mochila e de forma apoiada com os cotovelos no solo, perde-se nas páginas coloridas. Ali ao lado outras crianças descobrem outras histórias...
“A ideia de ir à biblioteca como castigo há muito que deixou de existir ...e aos meus alunos recomendo-lhes que leiam 15 minutinhos antes de dormir. E outro dia, recebi uma mãe, queixando-se que o seu filho não queria dormir se não o deixasse pegar no livro, antes de adormecer ...” acrescenta com satisfação, Elvira Cáceres, a professora.
En Banderayoc, a história de Juan Luis prossegue. Mostra orgulhoso “El viejo y el mar”, o livro de Hemingway que leu em apenas dois dias. E já começou com “Mi planta de naranja lima”. 
Este conto não tem final..Dizer que a história do menino dos pequenos e doces olhos, manifestam agora o seu amor à leitura, num sentimento interminável ...e felizmente que assim é!