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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Santana " reconhecido" após criticar exclusão de latinos

Carlos Santana o famoso guitarrista mexicano vai ser agraciado nos Estados Unidos, com um prémio do "Centro Kennedy" só atribuído aqueles que influenciaram com sua arte a cultura estadounidense.

Aquela distinção por parte do "Centro Kennedy para as Artes Cénicas" é considerada das mais importantes que se pode obter nos "States" e surge após críticas de que os Latinos estavam a ser marginalizados ou excluídos deste prémio, independentemente das suas origens, artes e influências na cultura dos Estados Unidos.
Carlos Santana - premiado por influenciar cultura estadounidense

O próprio Carlos Santana, em entrevista, chamava a atenção para o facto de "não se tratar" apenas e só de "um simples guitarrista mexicano".  

«A minha motivação é estimular a consciência universal» disse o músico de 66 anos de idade.
"Cresci com a geração de Woodstock y Bob Marley, 'One Love', e 'Imagine', John Lennon. "Eu sou um deles" e como tal, digo que "não fazemos o que fazemos com fins comerciais, para ser popular, nos Estados Unidos ou no Mundo ou porque somos mais ou menos bonitos". O que fazemos "não é mero entretenimento, nem se trata de sermos meras peças da industria do espectáculo". Para mim e todos esses outros, que referi,  este é «um dom ou chamamento» a que respondemos com o que de melhor fazemos e sabemos"  diria o exímio guitarrista, originário de um pequeno e remoto povoado, no México, que "um dia imigrou com a sua família para San Francisco, disposto a conectar culturas e estilos musicais..." frisou.

Carlos Santana recebe este prémio do "Centro Kennedy" atribuído também ao músico Billy Joel, ao músico de jazz Herbie Hancock, à estrela da ópera Martina Arroyo (que é de ascendência portoriqueña) e à actriz Shirley MacLaine. 
Um "Concerto/Gala de atribuição deste "prémio de honra", máximo nos Estados Unidos, será realizado e gravado a 8 de dezembro para passar na cadeia de televisão CBS, a 29 de dezembro.  

Como imigrante mexicano, Santana é o único entre todos os "galardoados" na história da atribuição deste prémio cultural, atribuído pelo "Centro Kennedy para as Artes Cénicas" dos Estados Unidos da América. De referir ainda que dos 180 vencedores contabilizados até este ano, apenas dois são de origem hispânica. 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Longa-metragem chilena vence IndieLisboa

Uma realizadora chilena acaba de conquistar o IndieLisboa  no capítulo das longas metragens, o que não deixa de ser curioso pelo facto de ser uma estreia de Dominga Sotomayor, uma jovem de 26 anos que se lançou na realização de longas metragens. 
“De Jueves a Domingo”  é uma película que acompanha um casal prestes a separar-se e os seus dois filhos numa viagem de Santiago até ao Norte do Chile, para visitar terras deixadas por um familiar. À medida que os quilómetros avançam, os problemas do casal vêm à tona e, no banco de trás, a filha começa a aperceber-se de que esta pode ser a última viagem em família.
Este retrato de um matrimónio à beira do fim , visto e sentido por duas crianças enquanto viajam no banco de trás de um carro, com os pais, " contraditoriamente" em busca do Norte (chileno) num fim de semana de Verão já tinha saído vencedor no Festival de Roterdão, ao  lhe ser atribuido o "Prémio Tiger" um feito dada a importância e peso deste certame no panorama cinéfilo internacional.
Dominga Sotomayor começa por revelar ter  descoberto a actriz principal de “De Jueves a Domingo”, numa piscina. “Encontrei-a a brincar com a minha irmã mais nova. Foi tudo muito intuitivo. Encontrei-a um ano antes da rodagem e fiquei com a ideia que tinha de ser ela.” adianta ao site c7nema.net.  Descobrir o rapaz que faz de seu irmão no filme também foi semelhante. “A minha mãe, que é actriz no Chile, ajudou-me com o casting. Procurámo-lo dentro do bairro, porque queríamos alguém sem qualquer experiência.” diz Dominga Sotomayor. Depois, bom depois foi juntar uma equipa dentro de um apertado carro para filmar aquele que é considerado o primeiro "road movie" chileno com êxito reconhecido. 
A realizadora Dominga Sotomayor que só tinha experiência com curtas-metragens, quase todas decorrentes das "provas práticas" para a universidade, está   já  a escrever outro filme no mesmo género, e cujo titulo será   “Tarde Para Morrer Jovem”, confessa que o mais difícil foi filmar dentro do carro. “Por vezes tínhamos de voltar atrás e demorávamos muito. Não havia ar condicionado, o carro era  velho... apertado para tantas coisas que tivemos de fazer e repetir ...numa adaptação às condicionantes que uma obra destas sempre tem ... mas que haveria de sair muito bem à jovem realizadora chilena como provam a atribuição deste dois prémios.