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domingo, 26 de julho de 2026

Drexler criativo em Taracá

Jorge Drexler é um cantor e compositor de excelência, sobejamente conhecido e apreciado em diversos países e continentes. Com uma capacidade criativa invejável Drexler conta já com 15 álbuns de estúdio, lançados ao longo da sua carreira musical que refira-se, não é longa, pois a medicina foi o seu foco durante largos anos. O reconhecimento do artista uruguayo, está bem patente nos 16 Grammys Latinos, conquistados no quadro das 36 nomeações, para este importantíssimo galardão que agita todos os anos, sobretudo as américas. E não está longe 2022, altura em que Drexler arrecadou, qualquer coisa como sete estatuetas com o disco Tinta y Tiempo e também dois prémios, já em 2024 com o tema “Derrumbe”.

Entre êxitos e vitórias bem se pode dizer que Jorge Drexler é um dos maiores vencedores de títulos e e distinções internacionais, de elevado prestígio, na história da música latina… 


Isto para dizer que está agendada nova “Gira” mudial do cantautor e compositor inrernacional, tendo como pontos de referência por exemplo Madrid e Paris, em setembro e outubro, próximos, entre outras paragens e palcos das américas sem esquecer o Brasil . E qual é o objectivo destas viagens ? Precisamente apresentar o seu mais recente trabalho discogáfico intitulado «Taracá».


Um momento alto, mais um do artista Uruguayo, com este novíssimo álbum, «Taracá» nascido após o luto pela morte de seu pai, mas que acaba sendo a ‘celebração da vida’ e num verdadeiro catalizador de boas vibrações.

Um ambiente em que não é alheio, pelo contrário o facto de Drexler explorar aqui uma certa fusão da identidade uruguya - particularmente o ritmo candombé, com influências brasileiras, bem patentes na versão em espanhol do clássico «O Que é, O Que É ? , de Gonzaguinha. 


Atento ao mundo que nos rodeia Jorge Drexler tanto nos temas criados como nos concertos, que vão integrar esta tourné, bem mais intimistas, usa muito a percursão e os ritmos vibrantes, joga com as palavras, estabelece relações com a dança e leva-nos a pensar no impacto da inteligência artificial e faz ainda qual apelo “à resistência inteligente do ser humano”, contra a polarização, num mundo em permanente conflito.

Mas melhor que ninguém, Jorge Drexler fala-nos de Taracá, o tal jogo de palavras, o recurso aos sons e ritmos do mundo, sem esquecer as suas origens -’o Uruguay que tem uma identidade musical muito definida, diria até efervescente que é comum a países vizinhos.

Curiosa esta forma de jogar com as palavras, usando metáforas, fazendo trocadilhos recorrendo à ironia onde os termos informáticos mais se assemelham a desejor orgânicos. Transformar a ciência em poesia pura é uma faceta que emerge neste trabalho do uruguayo. Exemplo maior está na letra de «Todo Se Transforma». E tal como na lei de Lavoisier “Cada uno da lo que recibe / y luego recibe lo que dio / nada se pierde / todo se transforma”.


Dizer então que o jogo de palavras é como que a espinha dorsal da identidade lírica de Jorge Drexler, que usa a linguagem com uma precisão quase científica para criar poesia rítmica. O compositor uruguayo transporta conceitos da física, da biologia e da matemática para jogos de simetria, aliterações e métricas rigorosas que usa sabiamente nos temas que vai criando e «Taracá» não é excepção.

Usufruir, sentir, pensar e agir são atitudes mais consentâneas nos tempos que correm qual receita do cantor e compositor, uruguayo, formado em medicina.  


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