Sol y Lluvia é uma das bandas mais populares e emblemáticas do Chile. As suas origens remontam ao ano de 1975, altura a partir da qual e através de sangrento golpe militar, se instala no poder, Augusto Pinochet. A ditadura iria exigir muita coragem e enorme resistência, para manter vivas coisas tão básicas como o direito à vida, a trabalhar ou a partilhar essa energia imensa e essencial que é a música.
Os irmãos Amaro, Charles e Jonny Labra, o primeiro dos quais ainda lidera a formação chilena, foram os fundadores desta "agrupácion" que curiosamente surge num altelier de serigrafia, na capital do país - Santiago, onde se juntavam, família e amigos para criar arte e também composições, que ainda hoje são marcos do cancioneiro popular latino-americano...
Fazendo música a partir da combinação da guitarra acústica, com uma percussão onde surgem os bombos e ""Kultrunes"", ou seja os tambores tradicionais do povo Mapuche e também o baixo elétrico os "Sol y Lluvia", foram criando um estilo muito próprio, com uma sonoridade, facilmente reconhecida e contagiante.
Razões são de facto a base, dos Sol y Lluvia, assente na história, nas tradições e vivências dos Chilenos, tendo ao longo da sua longa carreira, percorrido milhares de kilómetros. Encheram um sem número de impensáveis espaços e salas, passsaram por variados palcos, um pouco por todo mundo, sendo hoje percorridos que estão 45 anos de carreira, uma das maiores referências do folk-rock latino-americano.
De salientar que ao invés dos Inti-Illimani, dos Quilapayun e outras bandas e artistas da "Nueva Cancion Chilena", forçadas a saír do Chile para continuar as suas lides musicais no êxilio os «Sol y Lluvia» permaneceram no seu país.
Fizeram e levaram sempre a sua música, a partir da clandestinidade, criando verdadeiros hinos, alegres, dançáveis mas com letras profundamnete politicas e humanistas como são por exemplo "En um largo Tour",uma das canções mais célebres, que retrata de um modo poético a realidade cinzenta e dura que as pessoas viveram sob o regime militar nas ruas de Santiago.
"Nnunca más en Chile" é outro dos temas fortes da banda chilena, qual clamor contra a violência do Estado e um compromisso com a memória coletiva para que as atrocidades do passado não se voltem a repetir.
"Adiós, General" uma obra que celebra o alívio da opressão de um regime como o de Pinochet e afirma a esperança nos valores da democracia.. Estas e outras tantas canções que continuam a ser obrigatórias nos concertos da banda.


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