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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Experiências marcantes de jovens médicos latinos

A oportunidade de estudar em Cuba, na "Escuela Latinoamericana de Medicina (ELAM)" começa por ser um sonho e depois a experiência mais marcante na vida de alguns dos jovens, provenientes de países latino-americanos.
Bolivianos, Ecuatorianos, Chilenos recordam com saudade a Escola de Medicina
José José Corini é Boliviano e hoje como vice-presidente da "Asociación de Graduados de Cuba" no seu país conta a sua experiência: " ao chegar a um país que não conhecia, mas do qual cedo começou a ouvir falar dos avanços na medicina em Cuba. Andava no colégio e desejava seguir medicina pelo que  chegada a altura, com três exames realizados e com as melhores notas o Curso de Ciências Básicas na ELAM, viria a ser a porta de entrada na minha profissão", recorda José José. Ah mas dos tempos iniciais o boliviano diz ter dado enorme atenção à diversidade de culturas e formas de estar dos seus companheiros de dormitório. "Chegou a fazer-me alguma confusão mas depois o convívio com pessoas de diferentes nacionalidades acabaria por ser um experiência riquíssima com companheiros do Paraguay, da Republica Do­mini­ca­na, da Argentina, do Chile… com quem aprendemos, sobretudo a ser solidarios” vinca.

Proveniente da Bolívia também ingresou nesta mesma Escola Yamil Silvano Calle Chávez, que maifesta "No meu país qualquer profissão se paga bem caro para lá chegar, havendo que ter recursos para poder aceder a um nível universitário. A entrega e oportunidade assim como as boas notas nos exames, haveriam de lhe proporcionar entrada na «Escola Latinoamerica de Medicina, "a 14 de março de 2001", recorda Yamil. "Aqui fiz uma primeira e uma segunda especializações em neurocirurgia. Foi na ELAM que passei grande parte da minha juventude e por cá aprendi a caminhar sozinho, conhecendo outras culturas, a conviver com outras pessoas. Descobri até o meu primeiro amor", conta. "Tudo isso são momentos simultaneamente alegres pelas experiências adquiridas mas também de tristeza, por estar longe da família, mas a vida é feita deste subir a pulso" lembra o boliviano. "De Cuba e desse tempo guardo as melhores recordações com um certo sabor nostálgico" sublinha Yamil Chávez. 

O Ecuatoriano Edwin Rubén tem muitas coisas em comum, não apenas a mesma especialidade de Yumill, mas igualmente a passagem pelo Hospital Calixto García, experiências que ambos ressaltam como «cruciais no âmbito da sua formação, sobretudo como médicos. E de paixões que nesta conversa são evidentes, pela medicina, por Cuba, pelos tempos na ELAM, Edwin manifesta ainda outra - um amor à música. "Venho de uma comunidade indígena e por tradição a arte, o gosto pela guitarra e os instrumentos andinos, que cedo aprendemos a ouvir e tocar.  E foi a «Escola Latinoamericana de Medicina» a  proporcionar a gravação de um primeiro disco, com dez temas de música andina e popular do meu pais» esclarece com satisfação o jovem médico ecuatoriano.
Escola Latinoamericana de Medicina, em Cuba com alunos de 200 origens
Entre os que ontem eram alunos e hoje médicos, formados na Escola Latinoamericana de Medicina e, os que iniciam agora ali os estudos, uma certeza: a de que o camimnho é longo e nada fácil, mas as experiências que esta escola e Cuba proporcionam, são de extrema importância nas suas vidas pessoais e profissionais, qualquer que seja o país de origem. O percurso feito por exemplo na Bolivia, com o reconhecimento do título, resultante da formação em Cuba, abriu inúmeras portas, numa estreita ligação entre o Ministerio da Educação e «Asociación de Profesionales Graduados, en Cuba», que engloba 8 diferentes carreiras, entre a quais está Medicina. Um processo que contou com o precioso apoio do Presidente Evo Morales, impulsionador de uma mudança no sistema de saúde na Bolivia. 

Historias como as de José, Yamil e Edwin encerran a mesma luta dos jovens pela concretização dos seus sonhos e do não deixar que lhes cortem as asas, aprendendo a voar com a ajuda da ELAM-Escola Latinoamerica de Medicina, em Cuba. «Não é pelos recursos económicos que se deve balizar, quem deve ter ou não, acesso à Saúde. E isto tanto pelo lado da formação dos médicos, como do acesso aos serviços de saúde, pelos pacientes. A mudança é inevitável e quer se quer quer não, está em curso...

terça-feira, 14 de outubro de 2014

A primeira médica indígena da Bolivia

Nancy Kasei Janko de 23 anos de idade, é a primeira jovem médica indígena na Bolívia. É verdade! Mas então qual a admiração ? 
Na realidade até há pouco mais de meia dúzia de anos os indígenas, tanto na Bolivia como em diversos outros países da américa latina, não tinham sequer acesso à Universidade, quanto mais a licenciaturas, ainda para mais em Medicina !!! numa clara discriminação dos povos indígenas.

integração das comunidades indígenas uma nova realidade
Os tempos, as políticas "estan cambiando" e a história destes países reescreve-se e por isso pode-se agora dar conta de um feito como este, de uma jovem, índigena (assumidamente), poder exercer a profissão que escolheu e para a qual estudou, numa sociedade em que oportunidades e direitos são iguais, para todos e independentemente das suas origens. 

Nancy, ali a vemos de bata branca igual a tantas outras, no Hospital Juan Pablo Escalier. De estetoscópio ao pescoço, com as suas longas tranças tipicas e a "pollera" (saia rodada), tradicional das mulheres quéchuas, ou não tivesse nascido numa pequena comunidade quéchua do município de Yotala, perto de Sucre, capital de Chuquisaca bem no centro da Bolívia.
Simples e humilde, a jovem doutora diz-se "pronta a ajudar os que dela necessitem", não deixando de apontar o caminho profissional a seguir - "a especialização em pediatria". “Gosto muito de crianças e quero ajudar as mães a que cuidem bem deles e os façam crescer sadios”, vinca a doutora Nancy.
O seu tenperamento, estudiosa e dedicada como é, será uma grande médica, tendo já sobressaído em pediatria e medicina interna, assegura, o médico chefe, Porfirio Ecos acrecentando estarem satisfeitos com a jovem doutora.
Estudou medicina na Universidade pública San Francisco Xavier, fundada no já distante ano de 1624, em Sucre, sendo por isso a mais antiga da Bolívia e ate uma das mais velhas Universidades da América do Sul.
 
Nancy Kasai1
Nancy a primeira médica indígena, na Bolivia
A Bolívia é conhecida pela existência de qualquer coisa como 6,2 milhões de indígenas o que significa 62,2 por cento da totalidade dos seus habitantes. Na América Latina é aliás o país com maior indice de população autóctone, de acordo dados recentes da Cepal.
Os indígenas sempre foram pobres, vivendo na sua maioria da agricultura. E como os estudos superiores estavam vedados às novas gerações nada ou quase nada mudou, durante larquissimos anos. Mas é da luta pela inclusão social e por melhores condições de vida, que se conhece Evo Morales, que um dia chegaria ao Governo, contribuindo com as suas origens indigenas e o conhecimento da realidade, da esmagadora maioria da população. E dessa conjugação de factores com novas políticas que "el cambio se ha hecho na Bolivia". O caminho faz-se caminhando e um terceiro mandato do jefe de Estado, trará novas formas de estar e viver aos Bolivianos, independentemente de serem ou não indígenas, brancos ou mestiços na cor da sua pele...